13 de novembro de 2012

Paralisação Operadores prevêem que greve dos portos piore em Novembro

Realiza-se hoje nova reunião entre operadores e estivadores para a renegociação dos serviços.
As associações de empregadores portuários exigem, "desde já, a redefinição dos serviços mínimos propostos, os quais, tal como estão definidos, começam a prejudicar gravemente as populações das regiões autónomas", de acordo com um comunicado conjunto a que o Diário Económico teve acesso. Esta exigência representa um endurecimento da posição dos empregadores portuários face à decisão do sindicato dos estivadores de prolongar as greves no sector, pelo menos, até 28 de Novembro.
Nesse sentido, foi pedida a intervenção da Direcção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT), para a clarificação da redacção prevista no acordo de 26 de Outubro. O pedido foi comunicado ao sindicato dos estivadores e a DGERT agendou para hoje uma reunião entre operadores e estivadores.
"Pese embora todos os esforços desenvolvidos pelas associações de empresas de estiva, o sindicato foi inflexível ‘rejeitando rotundamente o diploma em formação, exigindo dos operadores e do Governo que travem a aprovação da nova proposta de lei'", sublinha o referido comunicado das associações de empregadores portuários.
As associações das empresas portuárias reclamam que apresentaram ao sindicato dos estivadores uma proposta baseada em quatro pontos básicos: manutenção do quadro de trabalhadores portuários, ocupação efectiva do actual quadro de trabalhadores portuários, definição de limites anuais de trabalho suplementar, "uma vez que o sindicato não se revê no limite imposto pela nova lei", e compromisso de apresentação de uma proposta de contratação colectiva de trabalho, que deveria ser discutida de forma a estar concluída antes de 30 de Junho de 2013. 

3 comentários:

Fernando Gomes disse...


Caros Amigos e Companheiros:

Decorridas que são largas semanas desde o início do primeiro período de greve,seria normal que as estruturas sindicais envolvidas, conjuntamente com os trabalhadores representados, fizessem o seguinte exercício:

Quantos e quais dos objectivos postos no desencadear das acções de greve, se mostram hoje, decorrido todo aquele tempo, possíveis de consagrar ou atingir?
Quais os benefícios que até à data de hoje, podem os trabalhadores exibir como resultado da sua já longa luta?
Que inconvenientes ou prejuízos decorreram já, e poderão continuar a decorrer para esses mesmos trabalhadores, se as acções de greve prosseguirem?

Francamente entendo, que, estas e provavelmente outras interrogações, não devem ficar sem resposta. Seria grave se assim fosse.

Por outro lado e face a um artigo presente no blog e publicado pelo Diário Económico,eu reparo-e julgo poder tomar como verdade-, que as associações das empresas portuárias-e estou a citar-, reclamam que apresentaram ao Sindicato dos Estivadores uma proposta baseada em quatro pontos básicos:manutenção do quadro de trabalhadores portuários, ocupação efectiva do actual quadro de trabalhadores portuários, definição de limites anuais de trabalho suplementar, uma vez que o sindicato não se revê no limite imposto pela nova lei e compromisso de apresentação de uma proposta de contratação colectiva de trabalho, que deveria ser discutida de forma estar concluída antes de 30 de Junho de 2013.
Não conhecendo os pormenores envolventes a esta proposta e os quais poderão ter alguma relevância , e sobre ela reflectindo tal como apresentada, concluo parecer-me ao momento em que a greve se encontra, uma proposta razoável.

Vejo também no mencionado artigo, que, o Sindicato( ou Sindicatos(?!) exigem dos operadores e do governo que travem a aprovação da nova proposta de lei.
Quanto a isto , mais concretamente quanto àquela exigência, em minha opinião direi muito frontalmente e com todo o respeito, que só quem não anda cá admite tal como possível! A não ser, que sabedores disso, os proponentes em tal tenham encontrado uma justificação para continuar na luta até dia 29 de Novembro.

Saudações Sindicais
FGOMES

14 de Novembro de 2013.

EstivadoresAveiro disse...

Pois este foi um caminho escolhido em assembleia geral pelos trabalhadores. Como já referi anteriormente,será o melhor?
Só o tempo o dirá.

Cumprimentos

O.Miguel08

Fernando Gomes disse...


Caro Amigo Pimentel e restantes Companheiros:

Respeito em absoluto a decisão colectiva tomada. Mas o exercício que refiro no meu anterior comentário, não é incompatível com a decisão da A.G. Não a "fere" absolutamente nada!
Entendo a efectivação do exercício bastante pertinente. Já aqui referi noutra ocasião, que, provavelmente,
por efeitos da luta, os trabalhadores portuários de Aveiro,
por momentos,- e quero crer que seja apenas por momentos-esquecem o problema sério que têm entre mãos.

Saudações Sindicais
FGOMES

14 de Novembro de 2012.