27 de novembro de 2012

Governo “patrocina” compromisso entre operadores e trabalhadores

Secretário de Estado dos Transportes garante que não há despedimentos nem descida do vencimento base.
O Governo está a “patrocinar” um acordo de compromisso entre os operadores dos portos e os trabalhadores que garante “que não vai haver despedimentos nem redução remuneratória” dos trabalhadores, que estão em greve desde meados de Agosto, segundo adiantou em declarações ao Negócios o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro.
“Este acordo coloca formalmente o que já tinha sido oferecido aos sindicatos pelos operadores e salvaguarda que estes princípios serão aplicados no contrato colectivo de trabalho”, adiantou o governante.
Sérgio Monteiro diz ainda que este acordo “esvazia a retórica” dos sindicatos que estão em greve e que têm afectado sobretudo os portos de Lisboa e Setúbal. Os trabalhadores contestam a revisão da lei do trabalho portuário que será discutida no plenário na próxima quinta-feira.
Quanto a um possível entendimento com o PS para votar favoravelmente a lei, o governante disse apenas que a tutela continua “a trabalhar para obter um consenso alargado com os partidos com assento parlamentar”, mas Sérgio Monteiro não dá garantias de que isso seja possível.
O secretário de Estado também não consegue garantir que o movimento de greves seja travado, afirmando que a única coisa que o Governo pretende fazer “é continuar a actuar no âmbito dos serviços mínimos” e com a DGERT (Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho) onde têm decorrido as reuniões entre trabalhadores e empresas.
O acordo que o IPTM (Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos) fez chegar aos trabalhadores e operadores garante a manutenção dos postos de trabalho, a ocupação de todos os seus trabalhadores portuários com contrato sem termo, continuar a observar a tabela salarial e apresentar arte ao fim do ano uma nova proposta de contrato colectivo de trabalho.
Os trabalhadores, por sua vez, ficam obrigados a aceitar a promulgação da nova lei, suspensão das greves e a negociar o contrato colectivo.
jornaldenegocios 

2 comentários:

Fernando Gomes disse...


Caros Amigos e Companheiros:


Simplesmente não entendo porque não negoceiam os Sindicatos!!
A greve já não tem sentido há muito tempo, como tenho vindo a dizer!

Estão a "castigar" os utentes dos portos, afinal aqueles que basicamente garantem o emprego aos trabalhadores! Péssima estratégia, pois estão a marcar negativamente o porto de Aveiro por alguns anos, e a potenciar a possibilidade de desemprego no sector a curto prazo. Haja responsabilidade e sobretudo quem a assuma. Tenha-se também presente sobretudo o estado de miséria social que atravessa o país,sendo que a tendência é para agravar.Relativize-se esta miserável situação com as condições que, apesar de tudo, desfrutam os trabalhadores portuários. Haja ética social! Para além disto, não se ignore também o estado económico do país e o caminho da decadência que prossegue.Sem economia, não há quem garanta emprego.

Saudações Sindicais
Fernando da C. Gomes

28 de Novembro de 2012.

EstivadoresAveiro disse...

Senhor Gomes,
fica registado o seu comenário.

Cumprimentos

O.Miguel08