27 de setembro de 2012

HA QUE EXPURGAR FANTASMAS DO PASSADO


Caros amigos, antes de começar a falar sobre o que quer que seja, quero constatar sem sombra de duvidas, que um artigo de opinião é isso mesmo, uma opinião e nada mais que isso.
Assim sendo, espero que este artigo não seja também nem mais nem menos do que  acima me referi.
Acabei de ler o artigo de opinião “ É PRECISO REFLECTIR “, e efectivamente depois de o ler acho mesmo que temos de rfletir.
Uma das reflexões que faço é sobre as opiniões que o autor faz sobre o facto do projecto lei ter sido aprovado em  Conselho de Ministros, apresentando a ideia de que a reversão é dificílima. Quero lembrar ao autor que quando estivemos juntos na grande manifestação de Estrasburgo, numa luta a escala Europeia, luta essa épica para todos os efeitos, a lei já tinha entrado no Parlamento Europeu e mesmo assim foi travada.
Outra das reflexões  que faço é sobre o facto do autor do texto,neste momento, e apesar de toda a informação escrita e ou oral que tenha recolhido, está completamente por fora do panorama sindical nacional tanto a nível de lutas sindicais como de estratégias sindicais, sendo que esses cenários actuais englobam vários sindicatos nacionais.

Outra das refelexões que faço, é perceber o que o autor quer dizer com “DIÁLOGO COM PARCEIROS SOCIAIS LOCAIS”.
Deve haver realmente um garnde desfazamemto da realidade, dado que, como se vai fazer diálogo com parceiros sociais locais quando eles próprios patrocinaram a insolvência da ETP ?
Só pode ser diálogo de surdos e de certeza que os surdos não são os trabalhadores nem o sindicato. Diálogar com quem quer unicamente acabar com os estivadores e só os teleram porque são um mal necessário ?
Um mal necessário por enquanto porque se a lei for realmente aprovada na Assembleia, qualquer um pode ser estivador e aí mais de metade de nós irá de certeza para o desemprego.
Não quero dar mais importancia do que merece um artigo de opinião como é o texto a que me refiro, assim como este mesmo que escrevo, por isso acho que fantasmas do passado devem ser expurgados.
Quem foi foi, quem está está de corpo e alma para lutar pelos objectivos e convicções comuns assim como pela esperança de um futuro melhor. Para isso, temos de continuar unidos, não nos esqecendo dos apoios
Europeus que estamos a receber, dos apoios e da luta conjunta dos nossos parceiros que fazem parte da FRENTE COMUM SINDICAL.
ESTA REALIDADE DE UNIÃO ERA IMPEMSÁVEL A ANOS ATRÁS.
JUNTOS CONSEGUIREMOS OS NOSSOS OBJECTIVOS DE MANTER OS NOSSOS POSTOS DE TRABALHO.
Saudações Sindicais
Carlos  Santos

6 comentários:

Herculano disse...

No mínimo infeliz este comentário!
Herculano

EstivadoresAveiro disse...

Obrigado Herculano, pela tua opinião.

Abraço
O.Miguel08

Fernando Gomes disse...


-Isso mesmo companheiro Santos:o meu texto, veicula uma opinião de um sócio do Sindicato dos trabalhadores do porto de Aveiro; por si, na qualidade de Presidente da Mesa da A.G., deve ser respeitado;
-Uma opinião que tem como fim mais imediato, lembrar-vos que o porto de Aveiro e os seus trabalhadores se encontram numa situação deveras difícil;
-Como recuperar o porto(o qual sairá bastante abalado desta refrega em curso), para que se mostre possível recuperar a E.T.P., manter o emprego e os actuais níveis salariais ?
-Esta preocupação/interrogação deverá, em minha opinião, estar muito bem presente nas vossas mentes, entretanto naturalmente ofuscadas pelo fervor da disputa;
-É verdade que em minha opinião os efeitos práticos da futura lei cuja matriz é conhecida, não serão tão graves quanto se temia e fez propalar;
-Que vai ser dificílimo se não mesmo impossível haver efectiva reversão, continua a constituir minha opinião;
-Que os efeitos que decorrerão da ausência de diálogo local serão mais graves, do que aqueles que poderão resultar do novo e futuro enquadramento jurídico, continua igualmente a ser minha opinião;
- Sim, diálogo com os parceiros locais pois então. Então com quem acha que se deve dialogar?!. Não é necessário?!.É essa a sua opinião?
-Pois é companheiro Santos, esquece-se que à ocasião do chumbo da directiva, havia na Europa uma maioria de governos ditos de esquerda.Hoje, tal condição não se verifica com os sabidos reflexos no composição do P.E.. Lembro-o ainda que à ocasião, um forte grupo de deputados eurocépticos e da direita conservadora, votaram contra a aprovação da directiva. Mas não se iluda, não foi pelos lindos olhos dos trabalhadores, mas sim porque entendiam tal aprovação como uma ingerência da U.E.nas prerrogativas de soberania dos respectivos países.O cenário e os resultados de então, não vão infelizmente repetir-se;
-Quanto a estratégias sindicais, desejo e quero para mim que os trabalhadores portuários de Aveiro tenham sabido vislumbrar quais as mais consequentes. Tenho dúvidas que a dita frente comum constitua a melhor opção para consumar os fins perseguidos pelos trabalhadores portuários.

Saudações Sindicais
FGOMES

EstivadoresAveiro disse...

Obrigado Senhor Fernando Gomes por comentar no nosso blog. Aceitamos que reitere a sua opinião neste seu comentário.Mas neste caso, e depois de trocas de opiniões entre trabalhadores e direcção, achamos que devemos ir à luta. Se é uma boa opção? Só o tempo o dirá.

Cumprimentos
O.Miguel08

EstivadoresAveiro disse...

(Comentário de Carlos Santos)

É NO CONFRONTO DE IDEIAS QUE SE EXERCE UM DOS DIREITOS DE CIDADANIA.

Caros companheiros
Fico extremamente contente que o meu texto e o texto do companheiro Fernando Gomes tenha despoletado alguns comentários. É sinal que as pessoas se preocupam com o que se passa a sua volta.
Quero –vos deixar algumas das minhas preocupações que acho serem importantes.
Na lei que foi aprovada em conselho de ministros retira muito das colocações que hoje ainda temos. Exemplo: dentro dos armazens vão deixar de trabalhar trabalhadores portuarios (sonae+apa) e irão trabalhar um qualquer trabalhador vindo não se sabe de onde.
A lei prevê que áreas de uso privativo – espaço que poderá rápidamente ir desde as instalações até à linha de água - e onde, se esta lei for aprovada, poderá trabalhar qualquer trabalhador em cargas e descargas que não seja trabalhador portuáreo como é uso nos dias de hoje. Ex: (pelets + sograin + secil).
A lei nãoi prevê como trabalho portuário os tráfegos, perdendo aí muitas das colocações diárias que hojese fazem.
Mais, a lei ao deixar cair o conceito das carteiras profissionais, permite que queluer trabalhador desde que faça um contrato de trabalho nem que seja por uma hora ( trabalho intermitente ?????) passará a fazer parte do efectivo do porto.
Assim e não querendo ser advogado do diabo, e fazendo um pouco de futurulogia, é facil aos parceiros sociais que pediram a insolvencia desta ETP, criar uma nova, com trabalhadores que não sendo portuários poderão trabalhar em qualquer sitio vindo depois a fazer parte do efectivo do porto.
Deixo-vos esta questão, estarão de acordo com isto?
Os companheiros Miguel , Herculano, Fernando Gomes, estão de acordo com esta situação?
Se os parceiros sociais poderão ter trabalhadores a 1oo vão gastar 500 ??? conhecendo como funcionam essas entidades?
Acho que não!!!
Penso que todos estamos de acordo que isso seria o fim de nós todos como trabalhadores do porto de Aveiro e nada mais do que o desemprego nos esperaria.
Quanto a diálogos, seria óptimo ter esses diálogos ,mas como o fazer se foram eles próprios a não querer dialogar !
Diálogo com alguem que andou desde 2009 a preparar este cenário de insolvência que se vive neste momento???
Será sempre no mínimo muito dificil, mas de certeza que a direcção do sindicato o tem tentado, mas sem sucesso ao que parece.
Foram estas pequenas/grandes preocupações que me levaram a escrever o texto que despoletou alguns comentários. Apenas opiniões e ideias. Nada mais que isso.
Quero aproveitar para deixar aqui bem claro e sem qualquer sombra de dúvida , que o companheiro Fernando Gomes foi um excelente colega um dirigente sindical como nas próximas décadas não aparecerá nenhum, foi meu lider no sindicato,e orgulho-me de ter trabalhado com ele tanto no dia a dia, como no sindicato e em lutas que ambos assumimos como nossas e justas.
O facto de em certos momentos as opiniões divergirem, em nada ofusca a amizade, o orgulho de ter sido meu lider sindical, e a grande estima e consideração que tenho por esse companheiro.
São visões diferentes do mesmo problema. Uma visão de quem está a viver a relidade por dentro e a visão de quem está a viver a mesma realidade mas de forma mais fria e mais a distância.
Reitero o que no inicio deste comentário afirmo, é no confronto leal de ideias que exercemos um dos direitos de cidadania e de liberdade, assim como é no confronto de ideias que podem surgir algumas soluções para problemas que muitas vezes se pensavam insolúveis.
Não se deve confundir confronto de ideias com ataques pessoais ou ataques a tomadas de posição individuais, nada disso deve ser confundido, e os comentários aos textos sempre que leais e defendendo pontos de vista são sempre bem vindos, venham de onde vierem.
Obrigado Companheiro Fernando Gomes por proporcionar este salutar confronto de ideias. Ficarei a aguardar por nova e salutar troca de ideias.
Sempre aprenderemos algo de novo
Saudações Sindicais
Carlos Santos

EstivadoresAveiro disse...

Companheiro Santos, para não me voltar a repetir, sobre assuntos que em assembleia são discutidos...e porque, aqui, posso ser mal interpretado....espero que tenhas razão, é bom para todos.

Abraço
O.Miguel08