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19 de junho de 2015

Organização Internacional do Trabalho não deu razão aos estivadores na queixa contra o Estado português

Desta forma, provavelmente inesperada para os sindicatos, termina um processo de luta sindical que implicou muitas semanas de greves ao longo de diversos meses. Prejuízo total nunca foi contabilizado, mas chegou a ser avançado o número de €400 milhões por mê.

Organização Internacional do Trabalho (OIT) não deu razão à queixa dos sindicatos da estiva sobre a nova lei do trabalho portuário, aprovada pela Assembleia da República a 14 de dezembro de 2012.Os sindicatos representativos dos estivadores apresentaram a 22 de março de 2013, junto da OIT, uma reclamação contra o Estado Português, alegando a violação da convenção 137/OIT e pedindo a declaração de nulidade da nova lei do trabalho portuário pelo Tribunal de Justiça Internacional.Os sindicatos que formalizaram a reclamação consideraram que o quadro jurídico que rege o trabalho portuário foi estabelecido ao abrigo do decreto-lei nº 280/93, de 13 de agosto, o que implicava que o trabalho nos portos seria exclusivamente levado a cabo por trabalhadores titulares de um cartão que atestasse que exerciam as funções de trabalhador efetivo - ao abrigo de um contrato de trabalho de duração indeterminada. Mas a OIT considera que a supressão da disposição relativa à carteira profissional de trabalhador efetivo dos portos não viola o artigo 3º da Convenção nº 137 da OIT.Desta forma, provavelmente inesperada para os sindicatos, termina um processo de luta sindical que implicou muitas semanas de greves ao longo de diversos meses e que paralisou parte significativa da atividade portuária portuguesa. O custo total das greves nos portos nunca foi devidamente contabilizado em Portugal, havendo valores diferentes sobre os seus efeitos.No tempo em que Álvaro Santos Pereira foi ministro da Economia, chegou a ser avançado o número de 400 milhões de euros por mês para quantificar o efeito da greve dos trabalhadores portuários na economia portuguesa.Na altura em que houve o debate final da nova lei do trabalho portuário na Assembleia da República - no dia da sessão do plenário em que foi aprovada na generalidade, com os votos da maioria (PSD e CDS-PP) e do PS -, o PCP, o Bloco de Esquerda e Os Verdes votaram contra. Na rua, em frente ao Parlamento, um grande grupo de estivadores portugueses, juntamente com trabalhadores do sector que vieram de oito países, contestaram o novo enquadramento legal, considerando que iria provocar "desemprego e precariedade". O líder do Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul, Vítor Dias, disse o mesmo na intervenção que então fez entre os trabalhadores portuários que manifestavam o seu protesto.Seguiram-se várias ações de luta contra a nova lei e foram concretizadas diversas greves, que afetaram sobretudo a atividade portuária em Lisboa. A este respeito, o presidente da Associação Comercial de Lisboa, Bruno Bobone, alertou para o facto de que a economia portuguesa estava a ser lesada, admitindo que as principais empresas que dependem da atividade portuária, que exportam e importam todas as semanas, estavam a registar prejuízos superiores a mil milhões de euros. Bruno Bobone considerou na altura que, só no porto de Lisboa, havia um prejuízo mensal de 425 milhões de euros.Os problemas com paralizações portuárias mantiveram-se, prolongando-se em 2014, a propósito da entrada em funcionamento da nova empresa de trabalho portuário - que tinha procedido à contratação de trabalhadores despedidos no ano passado.Esta nova empresa contratou trabalhadores despedidos da EPT mais antiga, o que gerou polémica no sindicato, por estarem a ser contactados estivadores em situação precária, a ganharem menos.Finalmente, a 13 de junho de 2015, a 324ª sessão da OIT tomou formalmente posição sobre a nova Lei do Trabalho Portuário portuguesa, que os sindicatos dos estivadores pretendiam que fosse considerada nula, mas não deu razão à queixa sindical que lhe tinha sido enviada em março de 2013. O Expresso disponibiliza na íntegra o parecer fundamentado da OIT - clique AQUI para lê-lo.

expresso 

 

27 de maio de 2015

Porto da Figueira da Foz anuncia estudo sobre a viabilidade do aprofundamento do canal de acesso

O Porto da Figueira da Foz deu ontem um passo considerável rumo a um possível aprofundamento da barra do canal de acesso à infra-estrutura portuária, ao anunciar a abertura de um concurso público para estudar e analisar a viabilidade desse projecto aos níveis ambiental, técnico e económico-financeiro; o aprofundamento da barra do canal de acesso permitirá à plataforma portuária receber navios de maior porte.
"Os estudos assentarão necessariamente na consideração da possibilidade técnica de efectuar a alteração que permita receber navios com uma dimensão máxima a definir, mas que será superior a um comprimento de 140 metros face aos 120 actuais", refere a Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF). O seu presidente, Braga da Cruz, referiu que a intenção é a de saber "até onde se pode ir" em termos de progresso na melhoria do acesso ao porto - declarações feitas à agência Lusa.
"Pretende-se estudar quer a fase de construção, quer a fase de exploração, de modo a assegurar que a execução de um eventual aprofundamento se traduzirá numa vantagem real para os clientes do porto", explica a APFF. Os resultados desse estudo estarão prontos e disponíveis para interpretação dentro seis a sete meses. Sob a égide do debate são, a APFF revela que a iniciativa foi alvo de consenso dentro da autarquia e da comunidade portuária, com os custos a serem repartidos pela APFF, Câmara Municipal e Comunidade Portuária.
O Porto da Figueira da Foz pode, actualmente, receber navios com calado máximo de 5,5 metros (poderá, em condições óptimas e favoráveis, atingir os 6,5 de calado máximo) e a iniciativa pretende averiguar as reais possibilidades de aumentar, no futuro, esses limites de calado máximo, de modo a permitir alargar as condições de acesso ao porto. Outro dos aspectos relevantes é o comprimento dos navios - a intenção, acima descrita, é a de estudar a hipótese de passar dos 120 para os 140 metros.
Segundo o documento do Plano Estratégico de Infra-Estruturas e Transportes (PETI), aprovado pelo Governo no ano passado, estarão destinados a uma eventual obra de requalificação da barra do canal de acesso do Porto da Figueira da Foz e seu aumento de capacidade de receber maiores navios, cerca de 25 milhões de euros.

19 de maio de 2015

Novos equipamentos chegaram ao TML-Terminal Multipurpose de Lisboa


No final de 2014 era anunciado que o  consórcio formado pelo Grupo ETE e pelo Grupo Sousa havia vencido o  concurso público internacional para a concessão do TML - Terminal Multipurpose de Lisboa. Recentemente o TML recebeu novos equipamentos portuários, entre eles duas gruas portuárias da conhecida marca, Gottwald, que chegaram a bordo no navio heavy lift  "Anne-Sofie", da  SAL (Schiffahrtskontor Altes Land GmbH & Co). oportodagraciosa





6 de maio de 2015

Portos preparam alterações à legislação portuária

Lentamente, com atraso, a implementação do novo modelo de governação / regulação do sector portuário vai fazendo o seu caminho. A Associação dos Portos de Portugal prepara-se para iniciar o trabalho de revisão de importante legislação portuária. A Associação dos Portos de Portugal (APP) aprovou o novo modelo de referência de acompanhamento das concessões portuárias com base em indicadores económicos, financeiros, ambientais e operacionais. O trabalho agora concluído, para ser encaminhado para a tutela, inscreve-se no objectivo de alteração do regime jurídico da operação portuária e das bases gerais das concessões portuárias, previsto no novo modelo de governação/regulação do sector apresentado pelo Governo em Fevereiro do ano passado. O Executivo tem em curso um processo de revisão das concessões portuárias existentes, mas além disso propõe-se definir novas regras, mais transparentes e mais próximas do mercado, para o acompanhamento do desempenho das concessões. Na mesma linha, a APP decidiu, reunida em Portimão, avançar com a criação de um grupo de trabalho para elaborar uma proposta de alterações à legislação portuária, nomeadamente no que concerne às bases das concessões, à criação do domínio público portuário e à revisão do regulamento do sistema tarifário. Tudo questões contempladas na proposta do Executivo de Fevereiro do ano passado. Mas que só agora começam a ser tratadas. Em alguns casos com quase um ano de atraso face ao cronograma inicial. Que terminava em Março de 2015.
transportesenegocios 

4 de maio de 2015

Panamá aprova novos preços de “portagens” para o Canal

O governo do Panamá aprovou a nova estrutura tarifária do Canal, proposta pela ACP. A nova tabela entrará em vigor dentro de um ano, a 1 de Abril de 2016.
Os novos preços variarão consoante as dimensões e os tipos de navios que usam a via navegável. No caso dos navios porta-contentores, a medida de referência continuará a ser o número de TEU. Os navios graneleiros pagarão os direitos de passagem em função da tonelagem deadweight e das toneladas métricas de carga. Os navios de transporte de GNL e de GPL pagarão pelos metros cúbicos, etc..
Novidade na tabela de tarifas é a introdução de incentivos para os clientes frequentes no segmento do transporte de contentores.
A nova estrutura tarifária é o resultado de um ano de negociações informais com todos os stakeholders envolvidos. A ideia inicial da Autoridade do Canal do Panamá era aumentar os direitos de passagem para assim financiar os custos da expansão da via navegável. Com o passar do tempo a posição evoluiu para considerar as especificidades de cada segmento do mercado.
Os novos preços entrarão em vigor a 1 de Abril, já com o Canal do Panamá alargado em pleno funcionamento.
 transportesenegocios 

Porto da Figueira da Foz alcançou primeiro trimestre recorde

O porto comercial da Figueira da Foz estabeleceu no primeiro trimestre de 2015 um novo recorde de movimentação de carga, atingindo mais de 524 mil toneladas, o "melhor primeiro trimestre de sempre", anunciou a administração portuária.
Os números agora revelados representam um aumento de 17,5 por cento (mais 78 mil toneladas) face a igual período de 2014 e 0,59 por cento (mais três mil toneladas) em relação ao primeiro trimestre de 2013, período que, até agora, detinha o anterior recorde.
De acordo com uma nota da Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF), a exportação de mercadorias "foi a alavanca desta boa performance", tendo crescido 29,9% (mais 79,8 mil toneladas) em relação ao primeiro trimestre de 2014 e 25,7% (cerca de 71 mil toneladas) face ao mesmo período de 2013.
"De assinalar que este fluxo de mercadorias [exportação] se encontra a crescer a uma média de 10,4% ao ano, nos últimos três anos de operação", indicou.
Ainda de acordo com a nota, 121 navios visitaram o porto da Figueira da Foz nos primeiros três meses de 2015, mais cinco do que no ano anterior.

11 de abril de 2015

Portos nacionais crescem 3,4% e registam melhor acumulado Janeiro-Fevereiro de sempre

Depois de um mês de Janeiro menos positivo, Fevereiro tratou de colocar o sistema portuário nacional novamente na rota dos recordes. Assim, nos dois primeiros meses do ano, os sete principais portos do Continente movimentaram 13,3 milhões de toneladas, mais 3,7% que em igual período de 2014, no valor mais elevado de sempre nos períodos homólogos.
Segundo os dados divulgados pelo IMT, o crescimento registado foi impulsionado pelo "comportamento dos portos de Figueira da Foz, Sines e Leixões, que registaram, respetivamente, variações positivas de +16,7%, +7,2% e +5,7%", o que contrastou com as quebras em Viana do Castelo (-9%), Lisboa (-7,6%), Aveiro (-1,5%) e Setúbal (-0,6%).
Destaque para o segmento dos contentores, que atingiu os 381,7 mil TEU's, mais 4,5% que o valor de janeiro-fevereiro de 2014, registando também o valor mais elevado de sempre nos períodos homólogos. "A marca de melhor período janeiro-fevereiro de sempre verificou-se nos portos de Figueira da Foz, Sines e Setúbal, em resultado de variações positivas, face a 2014, de, respetivamente, +50%, +7,2% e +5,7%. Merece particular destaque o porto de Lisboa que registou um crescimento de +13,6%. Neste período e face a igual período de 2014 o porto de Leixões registou uma quebra de -7,3%", pode ler-se no documento do IMT.
Sines continua a dominar, representando mais de 50% do total de TEU movimentados no sistema portuário nacional.
Para além dos contentores, houve variação positiva de +8% nos Granéis Líquidos, de 1,1% na Carga Geral e e de 1,5% nos Granéis Sólidos.

3 de abril de 2015

Carregadores de todo o mundo, unidos na GSA

O Conselho Europeu de Carregadores (ESC), a Associação de Carregadores da Ásia (ASA) e a Associação Americana dos Exportadores e Importadores (AAEI), da América do Norte,  decidiram unir-se numa única organização: a Global Shipper’s Alliance (GSA).O protocolo, assinado Surabaia (Indonésia), prevê a cooperação no transporte aéreo e marítimo, bem como na área aduaneira. O objectivo da nova entidade é representar os interesses dos carregadores de todo o mundo, já que a América do Sul e África estão a analisar o dossier.A GSA pretende iniciar um diálogo “construtivo” com os estados, as organizações internacionais, as ONG e todas as associações ligadas aos transportes e à logística, no sentido de potenciar o crescimento económico mundial.Os temas que a GSA pretende discutir são, entre outros, “uma tarifação equitativa do transporte marítimo e aéreo, as sobretaxas, uma concorrência sadia, as normas aduaneiras e de segurança, uma padronização que facilite o intercâmbio de dados, as THC e a qualidade do serviço no transporte internacional”, de acordo com o comunicado emitido a propósito. transportesenegocios

Dunquerque também quer receber mega-navios

A União Europeia vai financiar, com 550 mil euros, os estudos técnicos para a melhoria das acessibilidades marítimas do porto de Dunquerque, que permita operar ali navios de grandes dimensões. O projecto do porto francês prevê dragar o canal de navegação até aos 18 metros de profundidade e alargá-lo para os 240 metros, além de dragar e ampliar a bacia de rotação para os 650 metros.A concretizarem-se estes melhoramentos, o porto de Dunquerque, localizado a apenas dez quilómetros da fronteira belga, poderá fazer concorrência a Antuérpia, o maior porto bega, distante uns 160 quilómetros.As autoridades do porto de Dunquerque têm, aliás, outros planos de expansão. Um é a reconfiguração do Flanders Container Terminal, aumentado a sua capacidade em 50%. E outro passa pela construção de um novo cais no Western Bulk Terminal para melhorar o transbordo de granéis sólidos. transportesenegocio 

18 de março de 2015

APP e AGEPOR assinam Protocolo sobre Estatísticas Portuárias

A Associação dos Portos de Portugal (APP) e a Associação dos Agentes de Navegação de Portugal (AGEPOR) assinaram um protocolo de colaboração para a criação de uma inovadora ferramenta de informação estatística dos portos, que congrega pela primeira vez online a informação relativa ao movimento de cargas e navios de todos os portos portugueses.
Com esta ferramenta os portos e os agentes de navegação passam a ter acesso online aos dados estatísticos globais do movimento dos portos Portugueses, facilitando o estudo, a tomada de decisão e o desenvolvimento de estratégias visando atrair mais serviços de transporte marítimo para Portugal e promover a eficiência e a redução de custos através da melhoria das condições de funcionamento do mercado.
Este protocolo insere-se no programa de medidas que têm vindo a ser implementadas pela APP no âmbito do programa de redução de custos para a exportação e incremento da transparência e funcionamento do mercado nos portos portugueses.
Do lado da AGEPOR trata-se de concretizar a muito antiga ambição de proporcionar aos seus associados esta ferramenta que lhes é tão essencial e que promove a concorrência e competitividade.

11 de março de 2015

Governo aumenta administradores nos portos

De uma assentada, o Governo nomeou nove novos administradores para os portos nacionais. A partir de agora, todas as administrações passam a ter quatro administradores. São mais do que no início do mandato do Executivo.
A decisão terá colhido de surpresa quase todos no meio marítimo-portuário nacional, sabe o TRANSPORTES & NEGÓCIOS. Na passada sexta-feira, o Executivo nomeou o novo Conselho de Administração dos portos de Aveiro e da Figueira da Foz e, ao mesmo tempo, reforçou todas as demais AP com um, ou mesmo dois, administradores.
No caso de Leixões, apurou o TRANSPORTES & NEGÓCIOS, a escolha governamental recaiu sobre Alberto Santos, ex-presidente da Câmara e actual presidente da Assembleia Municipal de Penafiel.
Para Aveiro foram nomeados quatro administradores, para Lisboa um, para Setúbal dois e para Sines um. Não foi possível apurar os seus nomes.
O aumento do número de administradores das administrações portuárias surge ao arrepio do que foi, desde o início do mandato, o discurso do Governo em prol da redução do número de dirigentes e das poupanças daí decorrentes. Recorde-se que chegou a ser equacionada a criação de uma holding, que reduziria a cinco os administradores de todos os portos.
Várias fontes contactadas pelo TRANSPORTES & NEGÓCIOS sublinham que o contraste com o discurso e a prática do Executivo até ao momento é particularmente evidente nos casos dos portos de Lisboa e Setúbal, para os quais sempre foi sugerido que a prazo a solução passaria pela fusão ou, no mínimo, por uma administração conjunta.

MSC “ameaça” deixar Las Palmas por causa dos custos

A MSC exige que os custos da estiva em Las Palmas sejam reduzidos. O presidente da autoridade portuária diz que as negociações com os sindicatos têm de ir além do que está para ser discutido em Madrid.O presidente da Autoridade Portuária de Las Palmas insistiu ontem com as empresas de estiva para que encontrem formas de reduzir os custos de movimentação das cargas. “Las Palmas tem de negociar independentemente do que se passe em Madrid”, referiu, citado pela imprensa local, aludindo às negociações que o governo espanhol manterá com os operadores portuários e sindicatos sobre a revisão da legislação do trabalho portuário.Luis Ibarra reagiu assim às exigências da MSC, que terá “ameaçado” trocar o hub de Las Palmas por outros portos continentais caso não sejam revistos em baixa os custos da estiva.O presidente do porto de Las Palmas sublinhou o caminho já feito pelos operadores e sindicatos mas sustentou que se pode fazer ainda mais para reduzir a factura portuária. E sugeriu, por exemplo, a reforma dos efectivos através de reformas antecipadas e o controlo – redução – da taxa de absentismo.
transportesenegocios 

Grupo ETE reforça parceria com a Link

O Grupo ETE decidiu reforçar a sua parceria com a consultora tecnológica portuguesa Link, alargando a utilização da solução de Gestão de Transportes NaviTrans a outras empresas do grupo. “Após a excelência demonstrada pela Link na execução do projeto NaviTrans na ETE Logística, o Grupo ETE decidiu estender a utilização desta solução de Gestão de Transportes a outras empresas do grupo”, explica a empresa. Desta forma, a solução NaviTrans, foi implementada com igual sucesso nas empresas Marfrete Açores e Marfrete Lisboa, que tal como a ETE Logística, “passaram a poder usufruir de uma solução que abrange todas as áreas funcionais da empresa, incluindo a Gestão Operacional do Negócio de Trânsitos e Armazéns”, refere a Link. O Grupo ETE concretiza, assim, o seu objetivo de dispor de um Sistema de Gestão Integrada nas várias empresas do grupo, o que lhes permite e facilita a gestão de todos os processos financeiros e operacionais numa única aplicação, otimizando a sua performance empresarial. 

Porto de Leixões: TCL registou segundo melhor fevereiro de sempre

O mês de fevereiro de 2015 foi o segundo melhor fevereiro de sempre na história do Terminal de Contentores de Leixões ficando apenas atrás de fevereiro do ano passado. Assim, no mês que há pouco terminou, o TCL movimentou 46.792 TEU, uma quebra homóloga de 10%. Considerando o número de contentores movimentados (29.657), a quebra homóloga foi de 11%.
Isto apesar de, em fevereiro, a eficiência do Terminal ter estado uma vez mais em alta, com a produtividade líquida na operação dos navios a atingir em média os 39 movimentos/hora e o tempo médio de permanência no porto dos camiões (que demandam o TCL para entregar/levantar contentores) a ser de, apenas, 33 minutos.

18 de fevereiro de 2015

CMA CGM investe em contentores “inteligentes”

A CMA CGM anunciou que, ainda este ano, incorporará contentores “inteligentes” nas suas operações, permitindo à companhia e aos seus clientes o acompanhamento permanente das suas “boxes”.Os novos contentores disporão de sensores que fornecerão, em tempo real, informações sobre a localização, temperatura, vibrações, tentativas de roubo ou a presença de substâncias perigosas.A tecnologia será fornecida pela start up francesa Traxens, em cujo aumento de capital a CMA CGM participou recentemente.Elie Zeenny, vice-presidente do grupo CMA CGM com a pasta das TI, considera que a tecnologia levará a indústria do transporte marítimo de mercadorias para uma nova era.“Num mundo em que a informação é um factor-chave, estamos a dar um significativo passo em frente. Teremos acesso a dados em tempo real, o que é muito importante para nós e para os nossos clientes. Os contentores estão tornar-se dispositivos conectados”, referiu Zeenny, citado no comunicado de imprensa da companhia. 
transportesenegocios 

Portugal e Espanha vão apresentar projetos complementares junto de Bruxelas

José Llorca Ortega, presidente da espanhola Puertos del Estado, esteve esta segunda-feira no porto de Sines, onde reuniu com Vítor Caldeirinha, presidente da Associação dos Portos de Portugal (APP). Em cima da mesa esteve a cooperação em várias matérias, nomeadamente na apresentação de candidaturas integradas a fundos comunitários no âmbito da Port Single Window. Recorde-se que as candidaturas a estes fundos acabam já no final deste mês, pelo que as conclusões deste encontro assumirão especial relevância.
O presidente da Puertos del Estado foi recebido em Sines por Vítor Caldeirinha e por João Franco, presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve, aos quais se juntou toda uma comitiva de representantes dos vários portos nacionais. Em Sines, Llorca Ortega teve possibilidade de ficar a conhecer de perto a realidade do porto local e de ferramentas como a Janela Única Logística, sistema que será replicado em Espanha (também desenvolvido pela Indra).
"O tema principal em discussão foi a questão das candidaturas integradas no âmbito da Port Single Window aos fundos comunitários. Queremos fazer candidaturas harmonizadas e estandardizadas", assumiu Vítor Caldeirinha, ressalvando que cada país apresentará as suas propostas mas que os projetos são pensados a um nível ibérico (e consequentemente europeu) e não a um nível nacional. 

13 de fevereiro de 2015

Cimpor multada por transporte de granéis sem licença

A Cimpor foi multada por estar a transportar sem licença e a céu aberto, no porto de Aveiro, pet coke, um granel sólido derivado de petróleo, que consiste num pó preto e fino, considerado prejudicial para a saúde, informa o site Dinheiro Vivo. O caso foi hoje referido pelo ministro da Energia e do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, no Parlamento, que revelou que o processo está a cargo da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG). Ao que consta, a Cimpor solicitou recentemente uma licença para poder continuar a efetuar o transporte, agora de forma legal, mas, segundo o ministro, "isso não isenta a empresa de responsabilidades". Jorge Moreira da Silva revelou que o processo foi acionado no dia 9 deste mês e que o valor da multa está ainda por definir, refere o site Dinheiro Vivo. O governante disse ainda aos deputados que, em parceria com a Universidade de Aveiro, estão a ser realizadas análises ao ar, devido a uma possível contaminação por parte do pet coke, mas, até agora não foram encontrados quaisquer indícios de risco para a saúde pública. transportesemrevista

10 de fevereiro de 2015

AC Porto contesta opções de investimento nos portos

A Associação Comercial do Porto (ACP) reclama do Governo o avanço dos investimentos previstos para Leixões e contesta a prioridade dada ao projecto do novo terminal de contentores do Barreiro.Em carta enviada ao Executivo, a associação liderada por Nuno Botelho sublinha a importância dos investimentos previstos para Leixões, com a expansão do terminal de contentores Sul (e criação do terminal ferro-marítimo) e a construção do terminal de contentores de -14 metros, e critica a “ausência de resposta da tutela” e o consequente adiamento das obras.“Questiona-se pois, quando pensará o Governo clarificar as indefinições que estão a bloquear o arranque destes investimentos, tendo em conta que o impasse criado pode vir a comprometer a sua viabilização no horizonte 2020, comprometendo também por essa via a capacidade de resposta do porto às necessidades desta Região.”, é dito na missiva. Em contraponto, critica a associação, “estranha-se que (…) seja grande o empenho e a preocupação do Governo em se avançar rapidamente para a construção do novo terminal de contentores de Lisboa no Barreiro, tratando-se de uma solução incomportavelmente cara e sem qualquer base de sustentação técnica ou económica.”. A este propósito, a ACP faz suas as críticas à localização do novo terminal, bem como as propostas que apontam para o desenvolvimento alternativo do porto de Setúbal. E sustenta que “continua por esclarecer o que pensa o Estado fazer com todos os terminais de contentores existentes hoje na margem norte do Tejo ou se é para manter o investimento de 46,6 milhões de euros previsto para a expansão do Terminal de Alcântara.”. “Teme-se, portanto, que a concretizar-se a construção do novo porto de águas profundas no Barreiro, toda a política portuária nacional seja posta em causa, continuando a adiar-se investimentos fundamentais, que estão há muito devidamente estudados e validados pelo mercado, como é o caso daqueles que estão previstos para o porto de Leixões.”, remata a associação até há pouco liderada por Rui Moreira.

3 de fevereiro de 2015

Tragédia do Jacob Maersk foi há 40 anos



No dia 29 de Janeiro de 1975, às 12,30 horas, o super-petroleiro dinamarquês Jakob Maersk, embateu numa rocha quando tentava entrar no Porto de Leixões. Segundos após o embate a casa das máquinas explodiu, partindo o navio de 85 mil toneladas em três e deixando-o em chamas e matando sete tripulantes.
Durante três dias, as 50 mil toneladas de crude arderam com chamas que atingiram os 100 metros de altura, enchendo a cidade de fumo preto e espesso, provocando intoxicações em muitas pessoas.
As zona central e a popa afundaram-se tendo a proa ficado a flutuar e dado à costa dias depois, para aí ficar durante 20 anos. As explosões partiram todos os tanques e reservatórios do petroleiro, tendo o crude ficado espalhado por uma grande extensão.
A colaboração entre o Ministro das Pescas, Marinha, exército, o armador (The Shell Oil Company) e parte da população local, permitiu que a poluição não atingisse níveis ainda mais graves. Cerca de 15 mil toneladas de crude deram à costa.
A OCDE estimou que a catástrofe tenha tido um custo de 2,8 milhões de dólares.
A proa do Jacob Maersk permaneceu bem perto do Castelo do Queijo durante duas décadas, tornando-se num triste memorial de uma das mais horríveis tragédias ocorridas no Porto na História recente.  porto
                          

Portos nacionais cresceram 27% nos últimos quatro anos

O movimento de mercadorias nos principais portos nacionais atingiu os 82,5 milhões de toneladas no ano passado. Um ganho homólogo de 4% e um novo recorde, que reforça a tendência de alta dos últimos anos. De facto, no acumulado dos últimos quatro anos a carga processada nos principais portos do Continente avançou 27%, salienta o IMT no seu relatório sectorial hoje divulgado.Em 2014, só Lisboa e Viana do Castelo destoaram na onda de recordes: caíram 1,6% e 7,9%, respetivamente. Setúbal foi o porto que mais cresceu em termos homólogos (15%), seguido por Aveiro (13,5%) e Leixões (4,1%). Sines cresceu 2,9% e a Figueira da Foz 1,9%.Apesar de ter ficado abaixo da média do mercado, Sines manteve-se, de longe, como o maior porto nacional, a valer 45,9% da tonelagem total movimentada nos principais portos do Continente. Leixões reforçou a sua quota para 21,7% e Setúbal já representa 9,8%. Lisboa perdeu um pouco mais de terreno, agora para os 14,4%.Puxada pela carga contentorizada (mais 11,5% em termos homólogos), a carga geral reforçou o predomínio nos tipos de mercadorias movimentadas nos portos nacionais. Foram 35,3 milhões de toneladas, mais 10,2% que o verificado em 2013. A carga fraccionada avançou 1,1% e a carga ro-ro disparou 121,8% (muito por culpa de Leixões).Em alta (mais 10,3%) estiveram também os granéis sólidos, com um total de 18,3 milhões de toneladas movimentadas.A impedir maiores ganhos, a quebra nas importações de petróleo bruto e na movimentação de produtos refinados ditou um recuo de 5,8% nos granéis líquidos para um total de 28,9 milhões de toneladas.Em Dezembro, o movimento de mercadorias nos sete maiores portos nacionais cresceu 16,9%, para os 7,1 milhões de toneladas. Leixões foi o porto que mais avançou (36,1% em termos homólogos) e Setúbal o que mais cedeu (15,6%). Sines cresceu 20,4% e Lisboa 16,1%.
transportesenegocios