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21 de outubro de 2014

Resposta de "alguém", que conhece o sector, ao comunicado da COMUNIDADE PORTUÁRIA DE AVEIRO

Porto de Aveiro - Taxa Movimentação de Carga  PARA LER NA ÍNTEGRA AQUI
Assisti boquiaberto ao comportamento da Comunidade Portuária de Aveiro, durante o período de tempo em que a APA “tratou” do assunto em referência.
Em vez de uma entidade isenta, a C.P.A. teve um comportamento de “pau mandado” obedecendo cega e desavergonhadamente às “ordens” da APA.
Parte do comportamento, até se compreende, esta CPA, foi “armada” a belo prazer da APA, com a singela finalidade de ser sua bengala.
Assim, a CPA desconhece (por absoluto desinteresse) o histórico das taxas e dos procedimentos no porto de Aveiro.
Caso soubesse minimamente o que isto é e o que deveria ser o seu papel, a CPA com certeza que não aceitaria que o seu comunicado de 24 de Setembro passado, tivesse frases como: “… permitir aos utilizadores do porto obter nestes terminais custos logísticos mais competitivos, por incorporação de maior concorrência na operação portuária, só possíveis num modelo de operação que potencie o licenciamento e não a concessão.”, ou ainda “…estimulando também o investimento em equipamentos de movimentação vertical (guindastes) privados, destinados a substituir as unidades obsoletas pertencentes à autoridade portuária…”
Se soubessem o que é este meio, perceberiam facilmente que uma ideia contraria a outra. Mas enfim… aí no continente, às vezes não querem ver o que está bem às claras.
Gostava de lembrar a propósito que a taxa em questão, resultante das normas transitórias do TGS, levou a APA a escrever em Janeiro de 2008, algo assim: “ …Não haver lugar a débito suplementar pelo uso do equipamento de movimentação vertical próprio por estes… garantam rendimentos justificada e claramente superiores aos obtidos com os equipamentos da autoridade portuária, de modo a que desse facto resulte um desempenho acrescido na perspetiva da melhoria da competitividade do porto de Aveiro.
Como tenho a certeza que a CPA percebeu o porquê, eu explico: ao tempo, a APA tinha as contas equilibradas, mas por falta de decisões da sua administração, hoje tem um buraco orçamental (conta-se) de 3,5 milhões de euros.
Assim, em vez de reduzir custos, há que mexer nas receitas, não interessa à custa de quem.
Como se diz em linguagem do sector: só estando dentro do barco, sabemos o que lá se passa.
Em vez de contar lérias, seria bom que a administração contasse a verdade e reconhecesse que este deficit resulta unicamente da sua teimosia e inaptidão e ainda, de não ter concessionado em tempo devido os diversos terminais (como todos os outros portos nacionais), que são tidos como um exemplo de boa gestão e atualmente se preparam para baixar as taxas das concessões.
Este é a verdade nua e crua. O resto são balelas.
Mas permitam-me dar-lhe a conhecer (acredito que a CPA não saiba), que o movimento do porto de Aveiro, após a entrada da nova taxa em setembro passado, tem vindo a registar um decréscimo progressivo nas suas cargas, que no primeiro mês foi na ordem dos 11% e tudo indica, será em outubro ainda mais significativo.
  • Como explicam esta situação?
  • Onde raio estão os efeitos benditos que, como por milagre (ou bruxaria) a CPA prometeu com a nova taxa?
  • Como vão explicar esta situação à Secretaria de Estado, onde em julho, tão à pressa, foram vender quimeras?
  • O buraco orçamental da APA vai assim aumentar. Como resolver?
  • Com novas taxas em 2015?
  • Com aumento significativo das existentes??
Eleutério Bettencourt
Açores – outubro / 2014

18 de novembro de 2012

CONFESSO QUE NÃO SEI POR QUE LUTAM !

Volvidas inúmeras semanas do despoletar do vosso conflito, assinado que foi um acordo, de seguida transposto para proposta de lei aprovada em 20 de Setembro, e depois de tanto ouvir, ler e reler, dialogar com alguns ex-colegas e muito ter refletido, tenho de humildemente, e de forma pública, confessar que não sei por que lutam! Ignorância minha, dirão alguns! Não excluo. Está fora e quem foi, foi, como referiu o meu amigo Santos! É verdade, quem foi, foi. Fantasmas do passado, atiram outros! Cada um é suficientemente livre para pensar no que entender e manifestar a sua opinião. Eu respeito, podendo não concordar.
Manifesto-me, acossado face à crescente inquietude que sinto perante o desenvolvimento e o prolongar no tempo, de uma luta, que, em minha opinião, acarretará no curto e médio prazos em fortes prejuízos para os trabalhadores portuários, seja já qual for o desfecho do conflito. Alguns dos prejuízos não se mostram já passíveis de anular, permanecerão em fase embrionária e, no tempo adequado, virão à luz. O futuro dos trabalhadores portuários, classe que, admito, foi no passado e continua no presente a ser indevidamente responsabilizada, mesmo acusada, de estar na base da inoperacionalidade relativa dos portos portugueses, está a ser hipotecado por forma bastante assertiva, por cada dia que a luta prossegue. Importava, em lugar do prosseguir dessa luta, desmontar aquela injusta acusação que impende desde há longa data sobre os trabalhadores portuários. A mesma tem-se fortalecido no seio da opinião pública e dos utentes dos portos, e para a sua sedimentação, inadvertidamente, creio, continuam os trabalhadores a contribuir.

11 de outubro de 2012

REFLEXÕES ( opinião )



Segue-se esta participação à inserção pelo companheiro Santos de um comentário, a um outro por mim feito constar, no seu texto titulado “há que expurgar fantasmas do passado”. Já agora e a propósito de fantasmas, confesso que não percebi, talvez o mencionado companheiro um dia, sabe-se lá, se disponha a explicar.
Mas antes propriamente de entrar nas questões práticas que o Santos suscitou no seu comentário, à moda de repto a mim dirigido, entendo por direito de opinião, dizer o seguinte:
Na reflexão que tenho procurado fazer a propósito de tudo o que vos envolve, eu concluo que esta batalha que as vossas convicções ditaram fosse desencadeada, não constitui de todo a maior e mais séria batalha a enfrentar. No curtíssimo prazo, para não dizer mesmo que estará na iminência, todos os trabalhadores portuários da Europa, ver-se-ão por forma incontornável envolvidos numa batalha intensa, duríssima e decisória, desencadeada pelos eurocratas ultraneoliberais que enxameiam a Comissão Europeia. Os alvos da investida em preparação e porventura ao contrário daquilo que muito boa gente possa pensar, não serão apenas e somente os trabalhadores portuários. Penso que os cenários então concluídos nos anos creio, de 2003 e 2005, só muito dificilmente se repetirão. A verificar-se constituiria para mim uma bela e agradável surpresa, creiam. Outras batalhas de semelhante cariz não devem ser descartadas. 
Mas passemos às questões suscitadas pelo Santos. Não sou a pessoa habilitada a produzir pareceres e muito menos pareceres com qualquer grau de consistência, por mínimo que seja. Emitirei opiniões.

28 de setembro de 2012

Afinal talvez aqui haja uma situação gravosa.

Muito bom dia.
Companheiros de luta, sou um colega vosso de Lisboa, trabalhador eventual.
Sou um visitante assíduo do vosso blogue.
Nesta minha ultima visita, li o artigo do Sr. Fernando da C. Gomes com o titulo É PRECISO REFLECTIR, e na minha modesta opinião, merece resposta.
Se partilharem da minha opinião por favor publiquem a seguinte resposta.


Exmo. Senhor Fernando da C. Gomes
A sua sobeja preocupação com a nossa luta, imagino que nada tenha a ver com a delicada situação que os trabalhadores portuários vivem actualmente.
Refere e bem que a nossa luta teve plena legitimidade sindical e sentido social, palavras bonitas a roçar o solidário, mas mesmo assim sou obrigado a discordar, pois “teve” faz parte do passado, e nós “estamos” em greve , estamos em luta.
Caso não tenha acompanhado a nossa luta, ou não tenha entendido as nossas razões, e apenas tenha lido o diploma dos ditadores liberais, o que parece ser uma forte hipótese face às suas considerações no fim do primeiro paragrafo.  -“…Não serão assim tão gravosos quanto se te temia e se fez propalar….” 

O tempo não apaga as memórias…


Camaradas e companheiros de luta, acompanho com regularidade o “Nosso” blog e opiniões são e valem aquilo que nós quisermos. 
Analisei o último texto e voltei a analisar, mas o problema é que o papel aceita tudo o que para lá se despeja. “Expurgar fantasmas do passado”?????? estou incrédulo! 

“É PRECISO REFLECTIR” deliciei-me a ler o artigo, pois aquela forma de escrita é-me muito familiar, e as pessoas por se afastarem fisicamente, não implica a sua desvinculação psíquica áquilo que foi uma vida de trabalho e de luta. Luta pela defesa e direitos dos trabalhadores, sem discriminar classes esquecendo muitas vezes a família e os amigos, e eu sei daquilo que estou a escrever. 
Relativamente ao infeliz parágrafo onde se pode ler “está completamente por fora do panorama sindical nacional tanto a nível de lutas sindicais como de estratégias sindicais”, deixai-me dizer alguma coisa, pois senão, não vou conseguir dormir. 
Aquela pessoa inteligentíssima e íntegra conseguiu ver sempre muito mais à frente do que todos nós, um grande estratega, o Porto de Aveiro e os Trabalhadores Portuários Nacionais devem-lhe muito. Tive o privilégio de negociar a seu lado acordos, e nem sabem como me sinto orgulhoso não só dos acordos alcançados, mas, também o facto de sentir segurança na capacidade negocial que só um grande líder é capaz. Mais, o autor do texto “É PRECISO REFLECTIR” nunca esteve afastado dos Nossos problemas, viveu-os e continua a senti-los profundamente, mostrou-se sempre bastante preocupado com todos os desenvolvimentos últimos. Apesar de darmos importância ou não ao que os outros escrevem, estou a falar por mim. É arrogante a forma como se pretende atingir e denegrir a imagem de uma pessoa que nos deu tudo (quase a vida) o que tinha para dar! 

Se queremos união, teremos que estar unidos! 

Saudações sindicais, e um grande abraço para aquele que foi o meu “LIDER” e amigo durante quase 25 anos!

Rui Oliveira 


26 de setembro de 2012

É PRECISO REFLECTIR



Tenho acompanhado, tanto quanto me é possível e com sobeja preocupação, a vossa “luta”. Ela teve plena legitimidade sindical e autêntico sentido social.
Entretanto no decurso da disputa, foi produzido, bem ou mal, mas indestrutível, um acordo, e na decorrência do mesmo, foi em reunião do Conselho de Ministros do pretérito dia 20, aprovada uma proposta de lei, que visa alterar o regime jurídico do trabalho portuário. Todos sabemos que a partir desse momento a reversão é dificílima, se não mesmo impossível. Restará o período de 30 dias de discussão pública, para durante ele se fazer chegar à Assembleia da República as propostas, as solicitações ou os reparos que as associações sindicais e demais interessados, possam entender como pertinentes.
Analisados os termos do articulado constante daquela proposta de lei, constitui minha humilde conclusão, que, os seus efeitos práticos sob a forma de lei, não serão assim tão gravosos quanto se te temia e se fez propalar.

31 de janeiro de 2012

Parva(o) Que Sou.


Os acordos são para se cumprir, o Sr. José Ribeiro Gonçalves não está a cumprir a sua parte que era distribuir o pagamento das remunerações mediante o volume de faturação mensal que a ETP venha a registar. (Deve ter demorado mais porque teve de perguntar á Socarpor) Nós os trabalhadores fizemos a nossa parte, embora nem todos tenham concordado com este “Acordo” Só queria lembrar o gestor de insolvência que as pessoas têm “acordos” com os bancos os infantários com a EDP entre outros e tudo isto acontece a partir do dia 1 de cada mês.
  De acordo com declarações do administrador da insolvência ao “Diário de Aveiro”, os trabalhadores, a Aveiport e a Socapor chegaram a acordo sobre as condições que vigorarão no imediato, e que permitirão a laboração do porto, enquanto se prepara a proposta de recuperação da empresa.
A alternativa seria a liquidação da ETP. O que, nas palavras de José Ribeiro Gonçalves, “implicaria a imediata resolução dos contratos de trabalho, o encerramento de toda a actividade da empresa e a comunicação desse facto à Administração do Porto de Aveiro, ao Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, ao Ministério da Economia e à Secretaria de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. É necessário ter presente que a ETP é a única empresa licenciada no porto de Aveiro para exercer a actividade de cedência de mão-de-obra portuária. A sua liquidação tem implicações que transcendem o universo da ETP”.

5 de janeiro de 2012

A culpa é do Geppetto! Só pode…(texto completo)

Sim, porque não tivesse ele esculpido o Pinóquio, ou tivesse escolhido melhor a qualidade da matéria-prima – sem aquele bicho da madeira - e não teríamos hoje tantos e tão fracos, clones ou genuínos, apenas sendo certo que quando nos livramos de uns, outros aparecem – em jeito de praga - e seguem os mesmos passos, por todas as portas, com cara de “Casper”, de crista levantada e, santidade é tudo aquilo que estes zés pereiras não têm…
O caos que se instalou em Portugal, faz lembrar a cidade alemã de Hamelin. Demasiados boys que nunca chegarão a ser Homens com “eles” no sítio! Precisam-se urgentemente verdadeiros Estadistas neste país, pois o povo já não acredita mais e mais no Pai Natal, pelo menos no deste ano que passou! Hoje, Fátima, o Fado e o Futebol já não O adormece…

18 de dezembro de 2011

Crónicas dos Leitores


Caros Colegas,

Depois de uma vida ou quase, totalmente dedicada ao sector portuário e em concreto ao Porto de Aveiro, sacrificando não poucas vezes, a minha vida pessoal e familiar, perdida a oportunidade de ver crescer os meus próprios filhos, de acompanhar os meus amigos nas mais diversas ocasiões, sempre com o intuito, não só de melhorar a minha condição financeira e com isso a minha própria vida, mas, também disponibilizando o meu saber e trabalho, na senda do crescimento do próprio Porto e da empresa com a qual colaborei entre os dias 1 de Janeiro de 1991 e 9 de Novembro de 2009. Dessa só restará, para a história o nome, VOUGAMAR – Operadores Portuários, SA.
Faço parte de um grupo de cinco pessoas, que ficarão para sempre como os primeiros trabalhadores portuários desempregados em Portugal, de facto a insolvência da empresa VOUGAMAR, marcou o início de um movimento, que agora é repetido pela ETP – Aveiro, de pedido de insolvência de empresas ligadas ao sector portuário.
Para o Porto de Aveiro, sem falsas modéstias, foram cinco contributos, que porventura com volume e intensidades diferentes, concorreram para aquilo que ele foi até há alguns anos atrás.
Relembro, para aqueles a quem, porventura a memória já não ajude, que aos 5 dias do mês de Janeiro de 1995, foi livremente celebrado e devidamente outorgado, por supostas pessoas de boa-fé, um Protocolo de Acordo, negociado pela Associação do Trabalho Portuário (ETP) de Aveiro e Sindicato dos Trabalhadores do Porto de Aveiro (STPA), onde claramente estão regulamentadas as condições, de cuja aplicação deveria ter resultado a admissão de quatro dos referidos trabalhadores, aquando da cessação da actividade da insolvente VOUGAMAR.

9 de dezembro de 2011

AMARGA REFLEXÃO


Os Trabalhadores Portuários de Aveiro, são uns lutadores. É preciso recuar e acompanhar a evolução deste nosso Porto, para entender a ingratidão que vai nas nossas entidades patronais.
    Depressa esqueceram que os Trabalhadores que agora querem "aniquilar", foram aqueles que tudo deram pelo crescimento do Porto de Aveiro. Tão bem como nós, sabem dos horários de trabalho que sempre estivemos expostos, sempre num contexto produtivo que serviu para que o porto crescesse. Nascemos aqui, perdemos a nossa juventude, não vimos os nossos filhos crescer, ao sol, á chuva, ao vento. Mesmo assim, éramos alegres e felizes.
     A alegria no Trabalho, é fundamental. Como fundamental é, sermos devidamente compensados pelo trabalho produzido. A memória de quem nos paga, é curta.
     Neste momento perdemos a alegria, mas reforçámos a amizade e solidariedade. É nestas amargas horas, onde as palavras custam a soltar-se, que sentimos o grande amor á profissão que um dia abraçámos. Lutaremos por ela até que se esgotem as nossas forças. Ninguém duvide.
   Sabemos bem qual a intenção adjacente a este “projecto de insolvência”, sim um projecto. Precariedade de emprego nos Portos, tão saborosa intenção. Era muito rapazola, mas nem nos tempos do antigo regime havia tamanha intencionalidade. Sejam francos meus senhores, digam aquilo que na verdade pretendem.
   No esconderijo do clima “Troikiano”, tudo é válido para atalhar caminho. As entidades governamentais até facilitam a vida.
   Todas as queixas por nós apresentadas, batem no muro, seja ele IPTM, seja ele APA, seja ele secretaria do estado. Não interessa avaliar de que lado está a RAZÃO. Já nem o Código do Trabalho se cumpre no sector Portuário, quanto mais os CCT’s. Tenham vergonha.
   SOMOS AMIGOS E SOLIDÁRIOS, LUTAREMOS ATÉ AO FIM.

   António Júlio
  Trab ETP 117

26 de agosto de 2011

Veneno no Porto de Aveiro


A lista de elementos venenosos inclui arsênico, tálio, chumbo, mercúrio, cromo, selênio, etc. Cada um possui uma peculiar ação e uma curiosa gama de usos em envenenamentos propositais (e acidentais), resultando assim numa entusiasmante coleção de histórias.
No “nosso” Porto de Aveiro também existem alguns venenos mas de carne e osso.
São pessoas que estão ao serviço de uma empresa e que, por terem muito tempo livre durante o expediente só se preocupam com os outros. Hoje aconteceu uma história com um desses venenos que existe no “nosso” Porto, Depois de estar sentado durante quase todo o dia deve ter-se lembrado, ainda não espalhei veneno que chegue hoje, vou chatear quem está a trabalhar. Só tenho pena que as pessoas que mandam, nunca se tenham apercebido que este tipo de veneno em vez de tentar matar as ervas daninhas só destabiliza uma estrutura que sendo mais sólida traz benefícios para todas as partes.
A inveja vê sempre tudo com lentes de aumento que transformam pequenas coisas em grandiosas, anões em gigantes, indícios em certezas.

15 de junho de 2011

A nossa democracia terminou

Já anteriormente disse que os momentos que vivemos só encontram paralelo recuando 100 anos, lembrem-se, nessa altura tivemos uma guerra civil.
Espanta-me que neste país ainda estejam vivos os pais desta constituição da república, e que eles e outros constitucionalistas continuem calados com o que se avizinha.
O memorando da TROICA é pura e simplesmente um memorando para mandar literalmente para o lixo a nossa constituição.
Perante este cenário vou colocar neste blogue algumas perguntas e era de todo validado que quem poder me responda para que eu fique mais esclarecido.
1º Na actual constituição, que vai ela própria dar posse a este governo, consagra algum salvo-conduto para por em prática as medidas impostas no memorando.

30 de maio de 2011

Republica das bananas!


Infelizmente este País continua a ser uma república das bananas onde cada um faz o que quer e o que lhe apetece, sem passar cavaco a ninguém e depois admiram-se com campanhas eleitorais de baixo nível e vergonhosas como se tem presenciado, onde ninguém fala a verdade real, do que já assinaram com a troika, que é tão mau, que é melhor nem dizer para não perder todos os votos)
Neste País (para mim cada vez mais a terra prometida para os grandes grupos económicos)onde cada vez mais se aposta nos baixos salários, na precariedade do trabalho, aparece cada vez mais uma nova solução, mais barata não cumprir com acordos feitos, ou com responsabilidades assumidas, quer laborais quer sociais. Assim fica mais barato e é assim que se caminha para criar mais riqueza neste País (ou melhor, criar riqueza em outro lugar,….talvez nas offshores) !!!
Uma maravilha esta terra prometida onde jorra o mel  (infelizmente só para alguns privilegiados).

20 de abril de 2011

PRIVATIZAÇAO DO PORTO DE AVEIRO (terminal norte)


Neste momento de particular dificuldade para Portugal, vão surgir excelentes oportunidades para quem quiser investir com grandes possibilidades de sucesso e neste caso é sucesso garantido, chamo especial atenção aos potenciais investidores nacionais ou ESTRANGEIROS para esta oportunidade única, este é um porto com potencial único, com excelentes ligações terrestres a todas as redes de autoestradas e ferroviárias, com uma posição central no país. Este porto tem aliás, já um bom exemplo: o terminal sul, já concessionado e com enorme sucesso e aliás um caso onde existem muitas limitações de ordem estruturais, tais como os limites de "calado" dos navios, mas que tem sido colmatadas com o dinamismo, um bom aproveitamento da mão-de-obra de excelente qualidade que o porto tem para oferecer e boa gestão. Em época de potenciais privatizações aqui fica o alerta para os potenciais interessados.Texto enviado por um dos nossos leitores.

11 de abril de 2011

Desafio aos leitores do nosso Blogue

Lançamos um desafio aos nossos leitores caso tenham algo que queiram ver publicado neste blogue enviem para estivadoresaveiro@gmail.com
Publicaremos diversas crónicas de diversos assuntos propostos pelos nossos leitores para podermos dinamizar ainda mais este blogue. Todas as semanas daremos atenção a uma, para começar fica a opinião do nosso colega de trabalho António Silva.