22 de fevereiro de 2013

NOVO PORTAL DÁ ACESSO A 635 VÍDEOS E A MAIS DE MEIO MILHAR DE NOTÍCIAS

O reforço das versões em espanhol e inglês é uma das marcas do novo portal do Porto de Aveiro, com apresentação pública marcada para esta sexta-feira, dia 22 de Fevereiro.
O acto vai decorrer na Sala Coutinho de Lima, na sede da Administração do Porto de Aveiro (APA, S.A.), tendo início previsto para as 15 horas.
A presença da administração portuária na web surge reforçada, através de um grafismo mais apelativo e da disponibilização de três sites independentes, um para cada uma das línguas disponíveis: para além do português, a APA disponibiliza informação institucional em espanhol e inglês.
No seu conjunto, o portal oferece mais de cem menus, aliando o conteúdo institucional a outros sectores conexos à actividade marítimo-portuária: ciência, história, ambiente, associativismo, desporto, turismo, museus e educação, são alguns desses itens, a que se acrescentam, por exemplo, as secções de opinião, clipping, fotos, biblos, utilidades, áudio e blogs.O portal disponibiliza informação online de acesso livre, sobre a entrada e saída de navios, servindo também como uma porta de entrada segura para a Janela Única Portuária da APFF. A interpenetração com as redes sociais é outro pormenor em evidência, com ligações para os espaços que o Porto da Figueira da Foz mantém no Facebook, Twitter, Slideshare, History Pin e Youtube. Os 635 vídeos que compõem a oferta da APA no seu canal no Youtube surgem também publicados agora no novo portal.
O Porto de Aveiro, pioneiro das administrações portuárias portuguesas no Youtube oferece, assim, aos cibernautas, um conjunto assinalável de vídeos, porventura a maior oferta no panorama das empresas públicas portuguesas.
Destaque ainda para as centenas de fotografias que surgem no novo espaço na rede, algumas em sites autónomos, muitas outras acompanhando os próprios artigos.
Esta apresentação em Aveiro sucede à efectuada ontem, quarta-feira, dia 20 de Fevereiro, na Figueira da Foz, de um portal de características em tudo semelhantes. Recorde-se que o Porto da Figueira da Foz (APFF, S.A.), é gerido pelo mesmo Conselho de Administração que lidera os destinos do porto aveirense.O processo de renovação da presença na web vai concluir-se brevemente, com a publicação de novo site da Comunidade Portuária de Aveiro.

Governo tira porto de mercadorias de Lisboa

O Governo prepara-se para anunciar o fim dos terminais de contentores em Lisboa, deslocando as operações para a Trafaria, na margem Sul, concelho de Almada. Num primeiro momento será feita a transferência dos terminais de Santa Apolónia à Matinha.
A deslocalização do terminal de Alcântara deverá demorar mais tempo, devido ao contencioso entre o Estado e a Liscont (por causa do alargamento do terminal e do prazo de concessão, entretanto revogados por decreto-lei).
Tanto a câmara de Lisboa como a de Almada opõem-se frontalmente a esta decisão.
O plano de reestruturação do Porto de Lisboa será apresentado à imprensa amanhã, às 12h30 no Terminal de Cruzeiros da Gare do Jardim do Tabaco, em Lisboa, "no âmbito das medidas estruturais previstas no plano 5+1, que visa reforçar a competitividade do setor portuário nacional". 
Segundo um plano do Governo a que o Expresso teve acesso, a margem norte do Tejo ficará exclusivamente destinada a cruzeiros e à náutica de recreio.
Em Santa Apolónia está já a ser construído um terminal de cruzeiros, cuja conclusão se previa até ao final de 2014. Além desta oferta, o Executivo decide agora avançar com a construção de um segundo terminal de cruzeiros.
Com a saída dos contentores do terminal de Alcântara, ficará disponível uma área de 14 hectares e uma frente de cais de 630 metros. Já no eixo Santa Apolónia-Matinha a superfície que será libertada de contentores é de 24,8 hectares, com uma frente de cais de 2142 metros.
Na Trafaria serão feitas obras de alargamento do atual terminal. Atualmente, a margem sul recebe apenas granéis (combustíveis e cereais). Na margem sul, no estuário do Tejo, o Governo levantará as restrições portuárias existentes, para serem criadas concessões turísticas.
O Expresso apurou que o Governo considera que este é um projeto estrutural para as exportações portuguesas, pois com o alargamento e a nova valência, a Trafaria terá capacidade de pelo menos um milhão de TEUs (unidade de medida padrão equivalente a um contentor de seis metros), superior à atual capacidade de Lisboa.

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Greve nos portos brasileiros mexe com os preços da soja

                      
 São Paulo - A perspectiva de greve nos portos brasileiros preocupa o setor agrícola do país, que começa a colher e escoar a maior safra de grãos da história.
Trabalhadores portuários marcaram paralisações em portos de todo o Brasil na sexta-feira e na terça-feira da próxima semana para protestar contra mudanças que o governo quer implementar nos portos por meio da Medida Provisória 595.
Uma greve poderia prejudicar ainda mais as exportações agrícolas, isso numa safra que o setor já enfrentaria grandes desafios em função da logística e infraestrutura deficitária do país.
"A gente reza para não acontecer", disse o presidente da Associação Nacional Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes, em entrevista à Reuters.
A entidade estima que será embarcado um volume recorde de soja nesta safra da ordem de 39 a 40 milhões de toneladas, ante uma média de 30 a 33 milhões de toneladas em anos anteriores.
Depois de uma máxima histórica nas exportações de milho em 2012, de cerca de 20 milhões de toneladas, a Anec projeta que ainda serão exportados cerca de 18 milhões de toneladas em 2013.
"É preciso que tudo dê certo em termos de infraestrutura. Não se pode nem pensar em greve", completou.O empresário Walter Horita, importante produtor de soja, milho e algodão do Oeste da Bahia, também se diz preocupado com os desafios de logística do país.
"Produzir e não ter porto é pior que não ter produção", disse ele à Reuters durante evento em São Paulo, destacando que as safras brasileiras cresceram nos últimos anos, mas houve pouca ampliação da capacidade portuária.O atual gargalo nos portos, que pode ser agravado por uma greve, é um dos fatores que pode causar o chamado "caos logístico" nesta safra.Outros pontos de preocupação são o aumento do custo do diesel e a falta caminhões provocada por uma nova lei, que restringe a carga horário dos motoristas.

21 de fevereiro de 2013

"Dockwise Vanguard", redefinindo o impossivel




O SSHTV "Dockwise Vanguard ", o maior navio semi-submersível  de transporte pesado do mundo  , até à data, realizou com segurança a sua  primeira operação no corrente mês de fevereiro. A carga,  a maior plataforma off-shore do mundo, "Jack & St. Malo", pesando  cerca de 60 mil toneladas. Carregada nos estaleiros, Samsung Heavy Industries, Coreia, com destino ao Golfo do México. Irá operar para a Unidade de Produção da Chevron Flutuante (FPU) apoiando o desenvolvimento dos campos de Jack e St. Malo localizados em águas profundas do Golfo do México, EUA.
A Dockwise é uma empresa Excepcional, um Líder , nasceu em 1993 da junção da Wijsmuller Transport e da Dock Express Shipping, junção que visou criar a maior e mais versátil  empresa  no segmento dos transportes pesados oceânicos, conta com uma frota de vários navios semi-submersíveis, sendo o "Blue Marlin", até à bem pouco tempo  o maior, suplantado pelo Fantástico e Excepcional novo navio da empresa o   "Dockwise Vanguard", construído nos estaleiros Sul Coreanos da Hyundai.
As sua dimensões e capacidade de carga deixam qualquer um fascinado, o navio tem um comprimento de 275 metros, por 70 metros de boca, sendo que terá a capacidade de submergir 16 metros afim de poder carregar cargas com peso e dimensão excepcionais. Para além de  um desgin evoluído destaca-se ainda o facto de 4 das 5 secções de casario serem moveis, facilitando o carregamento de determinadas cargas. oportodagraciosa






20 de fevereiro de 2013

Temporal de vento no Terminal de Contentores Maersk Espanha - Algeciras

Consequências da tempestade que atingiu no último sábado 19/1/2013 o Estreito de Gibraltar, o navio porta-contentores afastou-se do cais do terminal Maersk Espanha Algeciras, os cabos partiram,os rebocadores foram chamados para aguentar o navio,onde permaneceu até os cabos serem novamente apertados, o vento cessou.
                               

MOINHO DE MARÉS EM AVEIRO, UM MONUMENTO RARO

Passeando por Aveiro, sustamos o nosso passo na emblemática Ponte-Praça, fixemo-nos um pouco nas águas da ria, virados para nascente, e deixemos que as memórias de Aveiro venham ter connosco.
Um século depois da recuperação da vila de Aveiro para a coroa (que aconteceu em 1306, por intermédio de El-Rei D. Dinis), a vila estava em franco desenvolvimento. Por essa razão, no dia 8 de Janeiro de 1406, D. João I mandou passar carta de licença ao seu escrivão Álvaro Gonçalves, para fazer em Aveiro moendas de pão «no esteiro do mar que entra polla ponte do dicto logar, acima da dicta ponte, que moese com agoa do mar»- segundo consta num documento da chancelaria de D. João I, em arquivo na Torre do Tombo.
Moenda de pão significaria a farinha produzida da moagem de uma determinada quantidade de cereal.
Nasceu assim, a 8 de Janeiro de 1406, uma forma de moinho pouco comum- o moinho de marés, que tal como o nome o faz entender, utilizava a energia das marés como força motriz das mós.
Este moinho de marés, ou o que resta dele, é um dos monumentos mais antigos de Aveiro.
Com o assoreamento da barra de Aveiro, ocorrido na segunda metade do séc. XVI, as marés deixaram de conseguir penetrar na ria, o que originou que o moinho de marés deixasse de poder trabalhar, pelo que entrou em ruína, tendo, no entanto, as entradas das suas azenhas conseguido resistir á passagem do tempo.
O moinho de marés, construído há 607 anos, é um monumento que os aveirenses vêem todos os dias, pois trata-se do conjunto de arcos mergulhado na ria, que sustenta o edifício da velha Capitania do Porto de Aveiro.
Na verdade, quanta história humana se esconde no silêncio das pedras!
Agora, que da Ponte Praça estivemos a observar 607 anos de história, podemos continuar o nosso caminho, num Domingo do início do séc. XXI, com a certeza de que para trás de nós existe uma longa e velha tradição.

Construção de armazéns da plataforma logística do porto de Leixões adjudicada a DST

De acordo com fonte oficial da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL), a adjudicação foi feita na quinta-feira e a obra tem um prazo de 300 dias, ainda que esteja a aguardar o visto do Tribunal de Contas.
Em dezembro, o prazo para a apresentação de candidaturas à construção das estruturas foi adiado para 18 de fevereiro por os concorrentes ainda estarem a pedir esclarecimentos acerca do concurso, havendo a possibilidade de ser antecipado.
Publicado em Diário da República a 13 de agosto do ano passado, o anúncio do concurso público da empreitada de construção dos armazéns nos lotes 10 e 11 do polo 2 da plataforma logística de Leixões referia um preço base de 11,5 milhões de euros e a obra um prazo de construção de 14 meses.

19 de fevereiro de 2013

APDL promove boas práticas da relação no local de trabalho entre homens e mulheres

A APDL é uma das 21 empresas que assume o compromisso pela igualdade de género no local de trabalho.No Porto de Leixões, trabalham perto de duzentos funcionários, na maioria homens, mas onde já há alguns anos para cá é politica de gestão da empresa a promoção da igualdade entre eles e elas.portosdeportugal


MAEIL cria portal «Loja do Exportador»

A portuguesa MAEIL desenvolveu o portal 'Loja do Exportador' para facilitar o trabalho dos exportadores nacionais, oferecendo-lhe serviços online para consulta e subscrição de scheduling de navios de todos os armadores que escalam os portos nacionais e para qualquer porto mundial.
"Queremos agregar um conjunto de serviços. Neste momento estamos a desenvolver uma ferramenta que vai possibilitar ter todo o calendário de saída dos navios de qualquer armador a partir de Portugal e que permita programar de uma forma mais simples o transporte das mercadorias", resumiu Hugo Duarte da Fonseca à CARGO Vídeos, lembrando o facto de ser um serviço gratuito.
"Com a experiência que temos nesta área de logística e de shipping percebemos que há poucos serviços direcionados ao exportador", acrescentou o responsável da MAEIL, vincando que este portal disponibiliza serviços para qualquer exportador, desde exportadores com grande volume a exportadores pequenos. "Estamos na altura certa, num momento de viragem em que o país precisa de aumentar as exportações", concluiu.
A ideia será disponibilizar esta aplicação nas app stores (Android, iOS e Windows) e possibilitar a sua consulta em smartphones.
                         

Samba Enredo do Bloco Caricato Estivadores do Havai 2013

                             

18 de fevereiro de 2013

Primeiro terminal de águas profundas alemão está “às moscas”

A Eurogate, que controla o JadeWeserPort, o novo terminal de contentores de Wilhelmshaven, está “em guerra” com a administração portuária e quer reduzir o horário de cerca de 400 trabalhadores. Tudo por causa da falta de clientes.
Inaugurado em Setembro do ano passado, como o primeiro terminal de contentores alemão de águas profundas, capaz de receber todos os megacarriers, o JadeWeserPort conquistou até ao momento apenas dois serviços semanais. Ambos da Maersk Line.O novo terminal é detido a 70% pela Eurogate. Os restantes 30% são pertença da APM Terminals.
O terminal arrancou com uma capacidade anual de 2,7 milhões de TEU e, alegadamente, teria contratado movimentar uns 640 mil TEU no primeiro ano de operação.
Numa tentativa de “roubar” clientes aos hubs vizinhos o JadeWeserPort arrancou com uma agressiva política de descontos de 70%, que desde Janeiro reduziu para 50%. Aparentemente sem resultados.
A Eurogate avançou entretanto com uma acção judicial contra a autoridade portuária de Wilhelmshaven, alegadamente porque as taxas cobradas colocam o terminal numa situação de desvantagem face aos concorrentes de Hamburgo e Bremerhaven.
Ao mesmo tempo, a concessionária procura agora colocar cerca de 400 trabalhadores do terminal em regime de part-time. O assunto está a ser negociado com os sindicatos, na certeza de que os trabalhadores deverão ser compensados por fundos públicos pela perda de rendimento.
          

Hasta pública de inertes rendeu 50 mil euros ao Porto de Aveiro

Presidente lamentou o facto de haver apenas um interessado.

O presidente da Administração do Porto de Aveiro (APA), José Luís Cacho, lamentou esta segunda-feira a falta de interessados na aquisição dos inertes, provenientes das dragagens efetuadas nos canais portuários.A APA colocou esta segunda-feira à venda, em hasta pública, 100 mil toneladas de inertes, tendo surgido apenas um interessado.As areias foram vendidas a uma empresa de inertes, com sede em Oliveira do Bairro, e renderam aos cofres da APA 50 mil euros, que era o valor base da licitação, escreve a Lusa.A quantidade de areia agora vendida, corresponde a uma pequena parte (2%) dos cerca de três milhões de metros cúbicos de areia que se encontram depositados junto aos terminais Norte e Sul do porto de Aveiro.«Temos necessidade de tirar a areia dali para operacionalizar aquela área do Porto e cada vez temos mais dificuldade em a tirar», disse o presidente da APA.A venda de areias já foi um negócio dos «ovos de ouro» para o porto de Aveiro, mas a crise que se está a viver no setor da construção civil, tem dificultado o seu escoamento.«Cada vez vendemos menos areia, porque não há mercado para estas coisas», afirmou o mesmo responsável.O depósito de areias na zona portuária tem merecido contestação devido aos efeitos que produz sempre que há tempo seco e vento que arrasta poeiras para as habitações situadas nas imediações do porto.

Novas tecnologias levam turbinas eólicas para o alto mar

Construir um moinho de vento no meio do oceano é uma tarefa complicada e exige tempo e dinheiro. A torre tem de estar bem ancorada no fundo do mar, para garantir sua estabilidade e suportar as variações extremas dos ventos e das ondas. Sendo assim, os projetos só se tornam viáveis em profundidades inferiores a 50 metros.
No entanto, uma nova geração de turbinas eólicas não apresenta essas dificuldades. Montadas sobre pontões ligados ao fundo do mar por longos cabos de aço, as turbinas eólicas flutuantes são a grande novidade no mundo da energia renovável. Os primeiros protótipos já estão sendo testados, porém, alguns problemas ainda persistem.
Desde 2009, o protótipo de turbina de energia eólica mais avançada do mundo se encontra no Mar do Norte, na costa da Noruega. A turbina gigante é chamada de Hywind e tem o formato de uma enorme garrafa flutuante. No topo da torre, sobressaem as pás que formam o rotor. O “corpo” da garrafa se aprofunda no mar e é preenchido com cimento pesado, o que dá a turbina a estabilidade para se manter na posição vertical, mesmo com o mau tempo.
Mas essa não é a única maneira de se produzir uma turbina eólica flutuante. Partindo do mesmo princípio que a Hywind, a alternativa é a ilha flutuante. O protótipo Wildfloat está em funcionamento desde 2011 no litoral português. Trata-se de uma turbina montada sobre uma grande base triangular, em que cada uma das três pontas têm pontões flutuantes independentes.
A companhia sueca Hexicon planeja desenvolver um pontão com meio quilômetro de comprimento, capaz de suportar 24 turbinas. Seria um completo parque gerador de energia eólica flutuante.

O número de cargueiros no porto da Figueira da Foz aumentou de 40 para 55 num só mês

O movimento de mercadorias no porto da Figueira da Foz registou um aumento de 28% em janeiro deste ano relativamente ao mês homólogo de 2012, disse fonte oficial da estrutura portuária.
No mesmo período, “a carga contentorizada subiu 82% e a carga geral 52%”, adiantou a mesma fonte, sublinhando que “o total de mercadorias movimentadas em janeiro de 2013 (mais de 206 mil toneladas) “é o valor mensal mais alto de sempre registado no porto da Figueira da Foz”.
No primeiro mês deste ano, “escalaram o porto 55 navios, mais 15 do que em janeiro de 2012”, diferença que representa um aumento de 38%, relativamente a janeiro do ano passado.

17 de fevereiro de 2013

Estivadores Brasileiros mobilizam-se e podem deflagrar greve no setor em breve

Os trabalhadores no setor portuário brasileiro podem entrar em grave, nos próximos dias.
Ontem, os representantes da classe solicitaram, ao Governo Federal, uma ampla discussão a respeito das alterações advindas em decorrência da Medida Provisória (MP) 595/2012, que trata da reestruturação dos portos brasileiros. Na próxima semana, os trabalhadores vão fazer assembleias para decidir se entram em greve, ou não. “Todo mundo sabe que se o estivador não quiser trabalhar, não tem como nem importar nem exportar nada”, disse o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical. 
Ele se reuniu, ontem, com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (foto), para quem afirmou que o novo sistema vai “matar” os portos públicos, além de gerar muitos prejuízos para os trabalhadores, com o decorrer do tempo. “Realmente, o governo não mexeu nos direitos dos trabalhadores agora, mas, na medida em que você tem um porto privado ao lado de um porto público, ele vai quebrar o porto público, porque o público tem um custo maior e todos os direitos dos trabalhadores serão perdidos”, ressaltou.
TRAMITANDO
A Medida Provisória 595/2012, que está em tramitação no Congresso Nacional, deverá ser analisada até o dia 17 de março, quando começa a trancar a pauta. A matéria recebeu 646 emendas no Senado e será analisada por uma comissão parlamentar mista, que deve ser instalada nos próximos dias.
A ministra Gleisi Hoffmann explicou que o objetivo da MP é promover uma maior competitividade ao setor portuário brasileiro e reduzir o Custo Brasil.

16 de fevereiro de 2013

Dilma negociará para tentar evitar greve nos portos--fonte

BRASÍLIA, 14 Fev (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff vai se reunir com representantes dos principais sindicatos no início de março para esclarecer o plano de desenvolvimento do governo para os portos e a Medida Provisória 595, que vem causando protestos no setor e ameaça de greve dos trabalhadores caso não tenha pontos alterados no Congresso.
Segundo os sindicalistas, uma das mudanças previstas na MP --que deve trazer novas empresas privadas para o setor-- vai fragilizar o atual modelo de contratação dos trabalhadores.
Uma greve neste momento, em que uma safra recorde de grãos começa a ser exportada, poderia trazer prejuízos ao país. E, se houver interrupção nos embarques, os mercados globais de commodities poderiam ser afetados.
O plano inicial de Dilma era ouvir os sindicatos como seguimento aos encontros que teve com empresários em janeiro, mas o agravamento da ameaças de sindicalistas de que greves seriam realizadas por causa da MP 595 a fizeram colocar o tema dos portos na pauta, informou à Reuters uma fonte do Planalto, que falou sob condição de anonimato.
A presidente, segundo a fonte, está "muito preocupada" com os efeitos da resistência do setor ao plano de investimentos de 54,2 bilhões de reais até 2017, que segundo o governo irá garantir uma redução superior a 20 por cento nos preços de frete no Brasil. O novo modelo foi lançado pelo Planalto em dezembro.
Dilma escalou a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a preparar o terreno em uma reunião nesta quinta-feira com sindicalistas, representantes do setor portuário e o ministro dos Portos, Leônidas Cristino. O encontro da presidente com o setor está marcado para o dia 6 de março, mesmo dia em que ocorrerá uma marcha de trabalhadores em Brasília.

14 de fevereiro de 2013

Porto de Paranaguá terá novos shiploaders

O Governo do Paraná, autorizou nesta semana a abertura do processo licitatório para a compra dos novos shiploaders (carregadores de navios) do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. Serão adquiridos quatro novos equipamentos que ampliarão a capacidade de carregamento dos navios em 60%.
De acordo com o porto, essa será a segunda remodelação que o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá recebe em 40 anos, mas a primeira deste porte com a substituição de grandes carregadores de navios. Esta modernização do Corredor de Exportação vai agilizar o escoamento de cargas, impulsionando ainda mais as exportações.
Os novos shiploaders terão capacidade nominal para embarcar duas mil toneladas de grãos por hora. Os equipamentos hoje existentes no Corredor têm capacidade nominal de 1500 toneladas/hora. No entanto, por serem muito antigos, conseguem embarcar, em média por hora, cerca de 1200 toneladas. “Teremos um ganho de 800 toneladas hora por shiploader, que nos dará um aumento de produtividade na casa dos 60%”, explica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.
“Faremos as substituições dos shiploaders de maneira gradativa, obedecendo a um cronograma que evitará a paralisação das operações. Acreditamos que para a próxima safra, já tenhamos pelo menos um dos novos equipamentos em pleno funcionamento no Corredor de Exportação”, explica o superintendente. O prazo total para a instalação dos quatro shiploaders é de 22 meses.
Recordes – Ano a ano, o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá vem batendo recordes de movimentação. As melhorias logísticas permitiram que o terminal ampliasse a movimentação das mercadorias mesmo sem modernização na estrutura. Em 2012, o Corredor de Exportação movimentou quase 16 milhões de toneladas de produtos, volume 14% superior ao registrado em 2011. Somente em janeiro deste ano, o Correx já exportou 878 mil toneladas de produtos, volume 8% maior do que o registrado em janeiro de 2012.

Cintas no comboio

Ainda estava no início da palete...




Porto de Sines inicia 2013 com melhor mês de sempre nos contentores

Em Janeiro de 2013 o Porto de Sines, liderado por Lídia Sequeira (na foto), estabeleceu um novo máximo histórico mensal na movimentação de carga contentorizada, com um total de 66.359 TEU, representando um crescimento de 38% face ao mês homólogo de 2012. Comparativamente, a movimentação de contentores nas cargas cresceu 40% e nas descargas cresceu 35%, o que representa um aumento mais significativo nas exportações.
Relativamente ao total de mercadorias no porto foram movimentadas 2,7 milhões de toneladas nos cinco terminais especializados, o que representa também um crescimento face ao período homólogo, com destaque natural para o Terminal XXI que já opera com o sexto pórtico super post-panamax.
No que respeita aos Navios entrados no porto foi registado um crescimento de 16 % nos navios recepcionados (143) e um aumento de 19% no porte dos mesmos (4.539.084 GT), sendo, do ponto de vista destes dois parâmetros, também o melhor mês de Janeiro da história do Porto de Sines para ambos.
Desta forma, mantém-se a trajectória de crescimento de 2012, melhor ano de sempre do porto, constituindo este início de ano uma perspectiva muito optimista para o crescimento sustentado previsto para 2013 e para o reforço do seu posicionamento global de porto hub de águas profundas.

13 de fevereiro de 2013

Limitações...

Carga de big bags de cimento, obriga a esforço extra com grua. A carga tem de ser pousada longe da amurada, e depois arreada a lança da grua, levantar a carga e aproveitar o balanço da mesma para esta ficar encostada à amurada do navio. E nem sempre corre bem na primeira tentativa. Abaixo o vídeo que mostra a manobra.
                                

Abrandamento nas exportações cria apreensão para o futuro

Desilusão por causa das expectativas criadas no início do ano passado e apreensão em relação ao que irá acontecer no futuro: só assim é que, depois de um ano globalmente positivo para as exportações nacionais, podem ser recebidos os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Principalmente tendo em conta que a economia portuguesa tem nas exportações a sua grande (senão única) esperança de retoma.
É verdade que as vendas de bens ao estrangeiro cresceram, no total de 2012, 5,8% face ao ano anterior. E que, também com a ajuda da quebra das importações, o défice na balança comercial de bens encolheu mais de 5700 milhões de euros (cerca de 3,5% do PIB). Mas os dados registados nos últimos meses mostram igualmente de forma clara que a entrada da zona euro em recessão, a perda de clientes nos dois principais mercados e a apreciação do euro face às restantes divisas internacionais estão a pressionar de forma muito acentuada as empresas exportadoras portuguesas, aumentando o receio de que os ambiciosos objectivos nacionais neste sector possam tornar-se demasiado difíceis de cumprir.