29 de janeiro de 2013

Um Giló disfarçado...



Porto de Lisboa perdeu 1,3 milhões de toneladas

O resultado de 11,1 milhões de toneladas processadas em 2012 é o pior registo da história recente do porto de capital. As sucessivas greves tiveram, afinal, um efeito mais devastador do que a crise económica global e nacional.
Comparativamente com 2011, o movimento de cargas em Lisboa recuou mais de 10%. Ou 1,3 milhões de toneladas.
A carga contentorizada, a mais importante e também a mais afectada pelos protestos dos estivadores, recuou 12%, de 5,6 milhões para 4,9 milhões de toneladas.
O movimento de contentores ficou-se pelos 485 761 TEU, o que atirou Lisboa claramente para o terceiro lugar do ranking nacional neste mercado, atrás de Leixões e Sines (ambos cresceram). O terminal de Santa Apolónia (concessionado à Sotagus) foi o mais castigado, tendo perdido um quinto do movimento de 2011 e registado 176 424 TEU. Em Alcântara (Liscont) a quebra homóloga foi de 7,8%, com um acumulado de 224 896 TEU. Ao invés, a actividade no TML (Operlis) cresceu para os 63 847 TEU, e nos outros terminais também subiu para os 20 594 TEU.
Os granéis sólidos, o segundo agregado mais importante, perderam 7,7%, tendo passado de 4,6 milhões para 4,3 milhões de toneladas. Cerca de oito por cento caiu a movimentação de granéis líquidos, de 1,9 milhões de toneladas, há dois anos, para 1,7 milhões de toneladas no ano findo. A carga fraccionada afundou 42%, com um total de 129 mil toneladas, que compara com as 22 mil toneladas de 2011.

“Novo” Canal do Panamá adiado para meados de 2015

As obras de alargamento do Canal do Panamá chegaram a meio, mas a abertura à navegação comercial só deverá acontecer em meados de 2015.
O novo prazo representa um atraso de cerca de um ano face à data anunciada anteriormente para a inauguração das obras que permitirão a passagem de navios de maiores dimensões entre os oceanos Atlântico e Pacífico.
De acordo com o ponto da situação feito pelo administrador do Canal do Panamá, algumas empreitadas da gigantesca obra estão já concluídas. É o caso das dragagens dos canais de navegação de acesso nos dois extremos do canal.
Mas ainda falta fazer muitos. Por exemplo, só no final deste ano é que terão chegado ao Panamá os componentes do terceiro jogo de comportas que há-de regular o caudal do canal e franqueá-lo a navios post-Panamax.
As obras de alargamento do canal do Panamá ainda vão a meio e o anterior administrador da empresa já defendeu que uma nova fase de expansão será inevitável, uma vez que não pára de aumentar o número de navios que, pelas suas dimensões, nunca passarão pelo “novo” canal.
Curiosamente, nos últimos tempos têm-se sucedidos notícias sobre uma maior apetência dos operadores pela utilização da rota do Suez para fazerem a ligação entre a Ásia e a costa Atlântica da América do Norte.

Tripulantes de cargueiro retido em Leixões desde Agosto.

Um cargueiro está retido no Porto de Leixões desde Agosto. O Navio pertence à empresa Naveiro que já teve problemas de falta de pagamentos na Alemanha e em França. Lá dentro 7 tripulantes quase sem comida, sem dinheiro e sem saberem quando vão abandonar a embarcação.
Tripulantes de cargueiro retido em Leixões desde Agosto estão quase sem dinheiro e comida

Terminal Sograin

O Terminal Sograin tem 16 silos com capacidade para armazenar 60 mil toneladas de produto, 5 silos de descarga e tecnologia de ponta.
Em mais uma edição do programa radiofónico "Porto de Encontro" visitamos o terminal para granéis agro-alimentares no Porto de Aveiro, detido e explorado pela Socarpor S.A.. "É um dos terminais mais evoluídos do mundo", garante Nelson Santos, director da Sograin.

Condução do programa, emitido a 28 de Janeiro de 2013, a cargo de Vanda Fernandes.


25 de janeiro de 2013

O governo do PSD/CDS-PP foge ao diálogo com os estivadores

                             

"ESTIVADORES DO PORTO DE SANTOS EXIGEM A APOSENTADORIA ESPECIAL POR TRABALHO DE ALTO RISCO"

AMIGOS ESTIVADORES DE PORTUGAL; ASSISTAM AO VÍDEO QUE EU PRODUZI ESPECIALMENTE PARA DENUNCIAR MAZELAS PARA NÓS ESTIVADORES, SÃO COISAS ERRADAS QUE ACONTECEM NO NOSSO PORTO E QUE AS AUTORIDADES BRASILEIRAS VIRAM OS OLHOS PRINCIPALMENTE PARA OS PERIGOS DO PORTO DE SANTOS, POIS NOS ACIDENTES QUE GERALMENTE SÃO GRAVES, QUANDO NÃO MATA O TRABALHADOR, DEIXA O CORPO MUTILADO E COM GRAVES SEQUELAS PELO RESTO DA VIDA.
SE POSSÍVEL ""COMPARTILHEM"" COM OS ESTIVADORES AI DE PORTUGAL, POIS SOMOS TODOS IRMÃOS SEPARADOS APENAS PELO OCEANO!!! (
Elmir de Almeida )
                       

Início de carga de pacotão

Iníco da carga na proa do navio, amurada com muita inclinação o que dificulta a colocação dos pacotões. As fotos mostram o inicio da carga.




Pás eólicas em convés





23 de janeiro de 2013

Aveiro perdeu 437 mil toneladas no ano passado

Afectado pela crise económica e pela instabilidade laboral, o movimento de cargas no porto de Aveiro recuou pelo segundo ano consecutivo, depois do recorde de 2010. 
Em 2012, o porto da Ria processou perto de 3,8 milhões de toneladas, menos 11,6%, ou cerca de 437 mil toneladas, que o realizado no exercício anterior.
Os granéis sólidos, o tipo de carga mais movimentado em Aveiro, foi também o que mais perdeu no ano findo face a 2011: 32%, ou 528 mil toneladas, para um total final de 1,6 milhões de toneladas.
A evitar perdas maiores, a carga geral avançou 3,8%, cerca de 48 mil toneladas, para os 1,7 milhões, e os granéis líquidos cresceram 5% (47 mil toneladas) para perto das 937 mil toneladas.
Ao longo do ano findo, Aveiro foi escalado por 961 navios (menos 9%), sendo que a arqueação bruta apenas recuou 3%. Em 2012, o porto de Aveiro foi bastante afectado pelas greves dos trabalhadores portuários. A que acresceu a instabilidade resultante do “braço de ferro” entre operadores e estivadores a propósito da insolvência da ETP.

22 de janeiro de 2013

Legislação facilita acesso à actividade transitária

A partir de agora, praticamente qualquer um pode exercer legalmente a actividade transitária. As alterações ao “Estatuto” da actividade, hoje publicadas, acabam com os critérios da idoneidade e da capacidade técnica. A Apat fala num retrocesso. Foi hoje publicada em Diário da República a lei que altera o decreto-lei n.º 255/99, de 7 de Julho, conhecido com Estatuto Regulamentar da Actividade Transitária. O objectivo é simplificar o acesso à actividade transitária, em linha com as directivas comunitárias relativas ao reconhecimento das qualificações profissionais e aos serviços do mercado interno.
As principais novidades são a eliminação dos requisitos de idoneidade e de capacidade técnica ou profissional dos responsáveis das empresas. 
Até aqui, o “Estatuto” interditava o exercício da actividade transitária a pessoas condenadas judicialmente por crimes de corrupção e de falência fraudulenta ou intencional, entre outros. E impunha que cada empresa tivesse um director técnico com capacidade técnica e profissional reconhecida pelo IMT. Agora os únicos requisitos são os da capacidade financeira e do seguro obrigatório, com os capitais mínimos de 50 e 100 mil euros, respectivamente.
Para a APAT, a nova legislação representa um “retrocesso”, afirmou o seu presidente executivo ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS. Rogério Alves Vieira lembrou a propósito os contactos mantidos com a competente comissão parlamentar “mas a força do memorando da “troika” foi maior”, lamentou.
Curiosamente, a associação dos transitários portugueses tinha em curso a elaboração de uma proposta de revisão do “Estatuto” de 1999, para ser apresentada ao Governo. Apesar da legislação hoje publicada, a APAT mantém a intenção de actualizar o diploma que rege a actividade.

Administração Porto de Setúbal reduz taxas na movimentação de contentores

A Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) anunciou, esta terça-feira, a eliminação da Taxa de Uso do Porto (TUP) na movimentação de contentores para fazer face à quebra de 38,2% na movimentação daquele tipo de carga.
Em comunicado, a APSS justifica esta redução de taxas com a necessidade de recuperar o terreno perdido em 2012, em que se registou uma quebra de 38,2% na movimentação de contentores em relação a 2011.
O Conselho de administração da APSS, que já aprovou esta medida, acredita que assim está também a contribuir para tornar as exportações nacionais mais competitivas e para a criação de emprego", no actual contexto nacional de crise económica.Quanto às causas da redução na movimentação de contentores, que se verificou o ano passado, a APSS atribui a responsabilidade à "instabilidade criada pelas greves contínuas dos estivadores".

Ministro da Economia anuncia novas concessões nos portos


Álvaro Santos Pereira garantiu que nos próximos dias irá anunciar novas concessões nos portos e novas áreas de concessão. Para já, fala apenas de novas regras e de não repetir erros do passado.
O ministro da Economia anunciou, esta tarde, que nos próximos dias “iremos falar de novas concessões nos portos e novas áreas de concessão”.
“É importante reforçar estas novas áreas de concessão porque Portugal tem de aproveitar os seus recursos geográficos e a sua localização, aproveitando o alargamento do canal do Panamá que será uma realidade em 2014”, afirmou Santos Pereira, no discurso de encerramento da conferência do DN sobre o mar. “Temos de aproveitar a localização, ligando auto-estradas marítimas com ligações ferroviárias em bitola europeia que terão de ser uma realidade no próximo quadro comunitário de apoio”.
Álvaro Santos Pereira recusou dar mais explicações sobre as novas concessões nos portos, remetendo informações adicionais “para os próximos dias”. Garantiu apenas que “é bom para a competitividade dos portos que estes novos contractos de concessão prevejam incentivos positivos e negativos que potenciam o desempenho pretendido”. Para não repetir erros do passado, é fundamental “que os novos contratos contemplem a assunção, pelos concessionários, do risco operacional”.
O ministro da Economia frisou que “faz todo o sentido apostar nos portos nacionais” porque “temos de pensar a competitividade da nossa economia”.
“O mar desempenha um papel fundamental, é um activo económico indispensável, ao nível do turismo, da energia, das pescas, e é uma ferramenta importante para a reindustrialização do País e para o aumento das exportações”, sublinhou Santos Pereira.
Pode ver o video Aqui

21 de janeiro de 2013

Entenda Melhor - Tipos e Tamanhos de navios

Muitos portos se apresentam como “capesize” ou “panamax”. Você sabe o que isso significa? Estes nomes identificam tamanhos de navios, e os portos dizem qual tamanho máximo de navio pode atracar em seus berços.
Nesta matéria você conhecerá as diferentes nomenclaturas de navios e as capacidades de cada um destes tipos. Falaremos aqui dos navios de carga seca (ou carga geral, ao contrário dos navios graneleiros ou petroleiros). Veja as fotos no final da matéria.
Handysize: os menores navios de carga, carregam até 40 mil toneladas. São pequenos e muito flexíveis, podendo entrar em praticamente qualquer porto. Normalmente têm um guindaste próprio, o que facilita seu uso em portos muito pequenos, mesmo aqueles sem guindastes. Os mais comuns são de 32 mil toneladas com calado de 10 metros (parte submersa).
Seawaymax: uma subcategoria dos handysize, indica o tamanho máximo do navio que pode entrar no Canal do rio São Lourenço (Canadá), que dá acesso aos Grandes Lagos norte-americanos. Os navios Seawaymax têm 225,6 m de comprimento, 23,8 m de largura e um calado de 7,92 m. Existem vários navios maiores que estas dimensões que fazem apenas travessias dos Grandes Lagos, sem terem acesso ao Oceano Atlântico.
Handymax (ou Supramax): também considerado uma subcategoria dos handysize, o handymax tem normalmente entre 150 e 200 m de comprimento, tem em média 4 guindastes próprios e carregam no máximo 50 mil toneladas.
Panamax: o nome deriva do Canal do Panamá, e indica o tamanho máximo do navio que consegue entrar nas eclusas e cruzar o lago do Panamá. O tamanho máximo é ditado pela capacidade das eclusas: 289 m de comprimento, 32,3 m de largura e 12 m de profundidade. Navios que excedam estas dimensões são chamados de Pós-Panamax.
Suezmax: mais um nome que deriva de um canal, desta vez o Canal de Suez (que liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho). Como o Canal de Suez não tem eclusas, os limites são apenas pelo calado dos navios. Estes são limitados a 16,1 m.
Capesize: são os maiores navios de carga geral na atualidade. Estes navios não passam nem pelo Canal de Suez nem pelo Canal do Panamá, e precisam contornar os continentes pelo sul (o Cabo Horn (Cape Horn) para passar pelo sul da América do Sul ou o Cabo da Boa Esperança (Cape of Good Hope) para passar pelo sul da África, de onde deriva o nome Capesize). Conseguem carregar até 220 mil toneladas de carga, sendo que usualmente levam em torno de 150 mil toneladas.

10 reasons to visit Portugal

Depois do temporal que nos deixou às escuras e com muitos danos causados no nosso país, deixamos este vídeo que mostra  porque é que deve visistar o nosso Portugal.
           

Tripulantes de navio encalhado em Aveiro já foram salvos

Durante a manhã de hoje, 19 de janeiro, o Centro Coordenador de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC-Lisboa) e a Capitania do Porto de Aveiro conduziram a operação de salvamento dos seis tripulantes do navio mercante “MERLE”, com 84 metros de comprimento, e bandeira das ilhas Cook, que encalhou na praia da Torreira, perto de Aveiro.
O alerta foi recebido no MRCC Lisboa pelas 08h27 e de imediato foram ativados dois meios aéreos da Força Aérea Portuguesa, um helicóptero Alouette III, de Ovar, e o helicóptero EH-101, do Montijo. O Alouette III foi empregue na localização do navio, O EH-101 Merlin não chegou a descolar. Não foi possível  empenhar meios marítimos devido às condições adversas de mar e vento que se faziam sentir no local.
O navio encalhou na praia pelas 09h00, tendo o resgate dos seis tripulantes do navio mercante sido efectuado em segurança e sem incidentes, a partir de terra, por elementos da Capitania, Polícia Marítima e estação salva-vidas de Aveiro. Após o resgate, todos os tripulantes foram transportados para o hospital de Aveiro, pelo INEM, em situação estável. Consulta o vídeo AQUI .

18 de janeiro de 2013

Sindicato dos estivadores quer evitar despedimentos

Insatisfeito com a nova lei que regula do trabalho portuário, o sindicato pretende pedir a fiscalização sucessiva da legislação. Para já, uma nova paralisação dos estivadores não está sobre a mesa.
Um plenário realizado esta semana pelo Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul (SECS) decidiu recorrer a ações judiciais para tentar evitar o despedimento de 17 trabalhadores do porto de Lisboa. 
Em causa estão estivadores em início de carreira, cujos contratos acabam no fim deste mês. Para Vítor Dias, presidente do SECS, esta decisão já será uma consequência da publicação, no passado dia 14, da nova lei que regula do trabalho portuário e que esteve na origem da greve realizada pelos estivadores em 2012. 
"Temos portos e navios mas não temos trabalhadores ", afirma Vítor Dias. 
Insatisfeito com a lei, o sindicato pretende pedir a fiscalização sucessiva da legislação e, para já, Vítor Dias afirma que uma nova paralisação dos estivadores não está sobre a mesa.

Expresso

Seguradoras alertam para subida de prémios no transporte marítimo

ERROS HUMANOS EM CRESCENDO.

Colisões, navios encalhados ou choques frontais entre navios, tanto de mercadorias como de passageiros, foram as principais causas dos 106 acidentes ocorridos em 2012 nas águas do mundo inteiro, mais 15 que em 2011.

17 de janeiro de 2013

Pás eólicas

Pás eólicas com 51 metros de comprimento, que foram carregadas em camião do parque no porto de Aveiro para o navio. Uma operação que esteve a cargo da empresa de estiva Aveiport . Podes consultar mais fotos no nosso Facebook .



                            

16 de janeiro de 2013

Nova lei laboral obriga portos a renegociar contratos colectivos

Com a entrada em vigor da nova lei laboral para o sector portuário, publicada dia 14 em Diário da República, fica concluída uma peça fundamental no reforço de competitividade dos portos nacionais e da economia. Falta agora elaborar e aprovar uma nova lei de concessões portuárias, definir novas tarifas por navio e fechar um processo de negociação entre operadores portuários e sindicatos, porto a porto, para adaptar a contratação colectiva à legislação que entrou em vigor. portosdeportugal
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Porto de Aveiro: Ampliação do molhe norte estará terminada até final do ano

Rui Paiva, vogal da Administração do Porto de Aveiro (APA), confirmou ao Jornal de Notícias que a primeira fase de ampliação do molhe norte está concluída e que a obra, depois de interrompida no inverno, “será retomada em março ou abril para estar pronta no final deste ano”.
"A ampliação do molhe vai criar melhores condições de segurança na entrada da barra e vai possibilitar que navios de maior dimensão e calado possam carregar e descarregar no porto de Aveiro", acrescentou Rui Paiva relativamente à extensão de 200 metros do molhe, que acarreta um investimento de 25 milhões de euros (70% comparticipados por fundos comunitários).
"Poderão entrar e sair do porto de Aveiro navios com 200 metros de comprimento e 10,5 metros de calado (...). O porto conseguirá dar resposta, em comprimento e calado, a 80 por cento da frota mundial”, salientou ainda o vogal da APA.
Por fim, sobre as expetativas de crescimento do porto, Rui Paiva mostrou-se convicto que "vai haver um aumento paulatino do movimento portuário, nomeadamente devido ao aparecimento de maiores navios com carga a granel - como cereais e cimentos, por exemplo”.