30 de outubro de 2012

Estivadores deviam focar-se na discussão no Parlamento e não nas greves

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, disse hoje que os estivadores "faziam melhor" em focar a sua energia na discussão no Parlamento sobre o novo regime do trabalho portuário "em vez de estar em greves permanentes".

"É lá [no Parlamento] que neste momento podem influenciar alterações que lhes pareçam ter mérito ao nível do diploma [laboral] que foi aprovado em Conselho de Ministros", disse à agência Lusa o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, à margem do 15º Congresso de Logística da Associação Portuguesa de Logística (APLOG) que decorre hoje em Lisboa.

Sérgio Monteiro lembrou que "o diploma já está no Parlamento" e, portanto, "o momento da negociação entre os sindicatos e o governo já está terminado".

27 de outubro de 2012

Vamos repetir a de Estrasburgo em Lisboa?

                                

Los estibadores nunca se rinden

Son las 08.30 de la mañana del 25 de septiembre de 2012 en Barcelona, en las no muy frías aguas del Mediterráneo catalán. Las grúas del puerto están quietas, inmóviles. No se mueve una sola máquina en toda la terminal. Los trabajadores están reunidos en asamblea. En el mismo instante, esta situación se reproduce con exactitud en la práctica totalidad de los puertos de Europa, desde España hasta Suecia. ¿El motivo? La solidaridad con los estibadores portugueses, que llevan meses enfrentados a su gobierno y a las medidas draconianas que la Unión Europea trata de imponer a la población. Portugal se ha convertido en un banco de pruebas de lo que bien podría ocurrir en otros países europeos en práctica situación de “rescate”: despidos masivos de aquellos trabajadores que aún conservan un mínimo estatus laboral y su sustitución efectiva por empleados precarios.
De ahí que miles de estibadores de toda Europa mantuvieran el 25 de septiembre pasado un paro de una hora para reunirse y hablar, para analizar de qué manera podemos responder a este nuevo ataque a una de las escasas profesiones que ha logrado organizarse sindicalmente más allá de las fronteras estatales. Ya en los años 2003 y 2006, los estibadores tuvimos que echarnos a las calles para proclamar que nadie iba a decidir nuestro futuro sin contar con nosotros, que no éramos piezas usadas de ningún viejo rompecabezas. El futuro –y en la estiba el futuro es la automatización de las terminales- se va a escribir, de acuerdo, pero se hará respetando a los trabajadores y a sus familias, protegiendo los derechos adquiridos tras años de luchas durísimas, invirtiendo en seguridad y prevención, creando puestos de trabajo estables y fomentando la formación continua de los trabajadores. Y eso también ocurrirá en Portugal.

Portos açorianos: 2,5 milhões de toneladas de carga movimentada em 2011

Entraram o ano passado em portos dos Açores 2.501 embarcações de comércio, somando 15.512 milhares de GT. O movimento de carga e descarga de mercadorias foi de 1.253 milhares de toneladas e 51,9% do movimento de mercadorias foi em contentores.
Face ao movimento registado em 2010, este valor correspondeu a uma quebra de 14,3% no número de embarcações entradas, parcialmente compensada pela variação positiva na dimensão das mesmas embarcações (+1,7%).
Na Região, os portos de Ponta Delgada e de Praia da Vitória, com 782 e 685 embarcações entradas, assumiram a maioria dos fluxos e registaram variações negativas menos acentuadas, de -3,8% e -5,9%, respectivamente, reforçando a sua importância relativa no total regional.
O movimento de mercadorias nos portos marítimos nacionais registou um aumento global de 2,3% em 2011, abrangendo 24,5 milhões de toneladas carregadas e 43 milhões de toneladas descarregadas em infraestruturas portuárias. O desempenho positivo observado atribui-se sobretudo ao acréscimo de 6%, registado nas mercadorias carregadas, uma vez que a variação das mercadorias descarregadas se situou nos +0,4%.

TUP Carga baixam 20% até Dezembro ( Agentes de navegação lembram a TUP Navio )

Afinal, a TUP Carga nos portos nacionais não baixará 10% mas sim 20%, até Dezembro. Só não se sabe se a baixa será generalizada ou se apenas visará as cargas de exportação.
O Governo tinha anunciado a intenção de reduzir em 10% os valores da TUP Carga cobrada nos portos nacionais. Mas hoje ficou a saber-se, pelo relatório da avaliação do FMI, que o corte chegará aos 20%, até Dezembro.
O objectivo é favorecer a competitividade das exportações nacionais. O que deixa em aberto a possibilidade de a redução prevista se limitar às cargas de exportação.
Nos contentores, a TUP Carga ronda os dez euros/TEU em Lisboa e Leixões, é de 50 cêntimos em Setúbal e não é cobrada em Sines, ao que apurou o TRANSPORTES & NEGÓCIOS. Nas cargas a granel será mais elevado.
Em geral, os valores da TUP Carga estão praticamente congelados desde 2008. E há casos, com destaque para Leixões, em que a administração portuária aplicou descontos significativos às cargas
de exportação.

Serviços mínimos alargados nos portos (correcção)


Os concessionários dos portos e os sindicatos dos estivadores chegaram a acordo para o alargamento dos serviços mínimos.
Da reunião entre as partes, na Direcção-Geral do Emprego, o Económico sabe que o ponto crítico da negociação, que foi resolvido, diz respeito aos navios destinados à exportação.O acordo a que chegaram hoje os estivadores e os operadores portuários só terá efeito a partir do dia 31 de Outubro e redefine os serviços mínimos nos portos em relação à legislação actualmente em vigor (Acta), que datava de 2004. O Económico apurou que ficou acordado um reforço nas ligações marítimas entre o continente e as regiões autonómas e assegurar prioridade à movimentação das cargas dos navios com uma vertente exportadora. Ficou ainda estabelecido que nesse tipo de navios se se estiver a menos de duas horas de completar a carga, mesmo que se entre em período de greve, os estivadores completarão esses serviços até ao navio estar pronto para seguir viagem. Quer esteja este navio mais que um dia à carga, ou que inicie a carga no mesmo dia, exemplo: Começa a carga (só exportação) de manhã e se necessitar de no máximo 2 horas (já em período de greve) para terminar a carga, os estivadores garantem o fecho do navio.
(Correcção feita pelo blog)

26 de outubro de 2012

Estivadores e operadores com "boas condições" para chegarem a acordo de serviços mínimos para a greve


Os representantes dos trabalhadores dos portos de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Aveiro e das administrações portuárias estão "em boas condições" de chegar a um acordo de serviços mínimos alargados para as greves, disse à Lusa o representante dos operadores.
"Existem muito boas condições para chegar a um acordo de serviços mínimos alargados", numa reunião que decorre hoje em Lisboa, disse à Lusa Hermano Sousa, que representa os operadores.
 O responsável adiantou, no entanto, que a reunião que decorre desde esta manhã na Direcção Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT) ainda não terminou. Os serviços mínimos estavam até agora fixados por um acordo de 2004 contra o qual se manifestaram os operadores, alegando que a importância da utilização dos portos - sobretudo para o sector exportador - alterou-se desde essa altura, conforme explicou na segunda-feira o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro.

Início de carga de pacotão de cimento

Nas fotos abaixo postadas podemos ver o início de uma carga de pacotão de cimento, em que o navio em causa tem "rechegos" para fazer. Ou seja, aquelas partes no porão em que a grua não consegue pousar a carga no local exacto encostado ás amuradas. E para isso entra uma máquina pequena para bordo, que faz a estiva nas amuradas, e só termina quando já a carga fica em porão "aberto". Este navio tem o chão já muito danificado e com muitos desníveis, o que faz com que não seja fácil manobrar a máquina dentro de porões com estes "buracos". Os manobradores em causa, neste tipo de serviços,chegam à noite com 14 horas de trabalho e muitas dores nas costas.




Técnica Superior de Gestão Logística em Defesa dos nossos postos de trabalho, Obrigado!

                               

Os estivadores têm razão na greve dos portos?


Se quiser participar no programa Assembleia Geral de hoje (ontem dia 25) basta ligar o número de telefone 21 323 68 98 e responder à pergunta.Também pode deixar o seu comentário no site do Ecónomico emwww.economico.pt ou através do emailassembleiageral@economico.pt
O programa Assembleia Geral é transmitido de segunda a sexta-feira, às 17h15, no Económico TV.Pode ver o Económico TV no Meo e na Zon (canal 16), Cabovisão (canal 9), Vodafone e Optimus Clix (canal 200).
Aqui vai o meu comentário que o jornal "O Económico" não publicou. Porque terá sido?

"Sim, os estivadores têm toda a razão!
Importa aqui, reafirmar, que esta luta dos estivadores portugueses - de Lisboa, de Aveiro, de Setúbal, de Sines, da Figueira da Foz e do Caniçal - é tudo o que este governo português não quer! E não quer, porque sabe que não dialogou nem concertou com todos os estivadores e os seus representantes, antes entendeu impor não só pela força, mas acima de tudo, pela mentira trazida ao povo português. Não quer ainda, porque poderá contagiar outros trabalhadores e outros sindicatos de outros quadrantes laborais, que possam ganhar alma e coragem para lutar, sim para lutar e contestar.

Factura portuária


Para o Engº Cacho:

"80% do custo da factura portuária é de mão-de-obra",refere o Sr. Engº Cacho!De que mão-de-obra portuária e de que porto, está a falar?! Se se refere ao porto de Aveiro e em exclusivo à mão-de-obra envolvida numa operação portuária típica do mesmo porto, tenho que lhe dizer que não acredito!O total da factura portuária global teria que ser muitíssimo baixo para se atingirem valores com aquela expressão! E então isso era óptimo! Por que não exibe na praça pública diversas dessas facturas portuárias globais, para que, decompondo-as nos diversos factores de custo que as integram, se fique a saber duma vez por todas o peso no custo total final, de cada um desses mesmos factores?! 
Que peso tem na factura portuária global o custo de rebocagem?! De rebocagem sublinhe-se, por vezes desnecessária, porque simplesmente não actua! E já agora qual a diferença do custo de rebocagem para o mesmo navio, entre o porto de Aveiro e o porto de Leixões?!
Quanto custa um movimento nocturno no porto de Aveiro?! Por que forma tem esse custo obstado a que navios demandem ou larguem do porto durante a noite?! Por forma positiva?! Quantos movimentos nocturnos se têm feito?! Qual o peso dessa ineficiência do porto, no custo de exploração do navio?!E no frete?! Sabe que o porto de Aveiro é o único que por forma regular não faz movimentações nocturnas?! Tudo isto não influencia os custos?! Qual a diferença de custos para o mesmo navio, imputados ao armador, entre Aveiro e Leixões?!
Sr. Engº é necessário elucidar de forma exaustiva e com verdade, a comunidade portuária alargada.

25 de outubro de 2012

Esposa de Estivador a defender o posto de trabalho do seu Marido !

Porto de Aveiro é essencial ao desenvolvimento económico da região

O porto de Aveiro é uma plataforma estratégica para o tecido produtivo das regiões Centro e Norte de Portugal. Encerrando agora um ciclo de investimento realizado ao longo da última década, esta infraestrutura portuária assume-se como fator primordial de competitividade nas exportações da indústria nacional, enfrentando, "com alguma tranquilidade o futuro" próximo.
"Os portos nacionais têm de se adaptar às necessidades do mercado e às novas rotas" e foi por esse motivo que o porto de Aveiro iniciou "um ciclo de investimento há cerca de dez anos" e que agora se encerra, começou por explicar José Luís Cacho. 
Presente no pequeno-almoço/debate, organizado na passada semana pela "Vida Económica", o Presidente do Conselho de Administração do Porto de Aveiro afirmou que as melhorias implementadas "eram fundamentais para a viabilidade do porto" e que "todos os investimentos foram direcionados numa lógica de servir a região" e de "alargamento da área de influência a Castela-Leão", pois "não podemos esquecer que é importante ter uma visão ibérica e não só uma visão nacional".
Fazendo um balanço claramente positivo dos investimentos realizados, o responsável máximo da infraestrutura salientou ainda que os objetivos para os "próximos 4 anos" passam agora por "atingir os 5 milhões de toneladas e amortizar o investimento". 
Igualmente presente no evento, Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, destacou por sua vez que os investimentos recentes no porto de Aveiro transformaram esta infraestrutura numa verdadeira plataforma multimodal. "Já existia a relação no módulo marítimo com o módulo rodoviário, e agora temos também o módulo ferroviário, que chegou há dois anos, e que nos permite disponibilizar uma oferta logística completa e integrada aos operadores, o que é muito importante". Recordando que o Governo tem a opção política, "correta e sensata", de dar primazia à ligação ferroviária Aveiro-Salamanca, o presidente da Associação Oceano XXI explicou que tal possibilitará a criação de "um corredor novo" e de "importância extrema" para "maximizar as capacidades do porto de Aveiro". 

24 de outubro de 2012

Greve nos portos: reunião entre sindicatos e empresas adiada

Definição de novos serviços mínimos está em negociação. 
Os representantes dos trabalhadores dos portos de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Aveiro e os operadores adiaram para sexta-feira a definição de novos serviços mínimos para as greves, disseram os sindicatos citados pela Lusa.«Se houver bom senso podemos reconsiderar um ou outro aspeto como o dos navios das regiões autónomas [que poderão ficar abrangidos pelos serviços mínimos] porque são os que estão mais dependentes da carga que chega via navio», disse o presidente do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal, Vítor Dias.O sindicalista adiantou que na reunião foram feitas cinco propostas pelas associações que representam os diversos portos e sublinhou que «houve um esforço conciliador» para tentar encontrar uma solução «por consenso».Questionados pela Lusa, os representantes das empresas afirmaram que apresentaram «propostas diferentes de porto para porto» e confirmaram que será na reunião de 6ª feira que o sindicato lhes irá responder.

Helena Roseta e Ângelo Correia, Frente-a-Frente

Ao senhor Ângelo Correia que diz que sabe do que fala, e que na estiva se ganha mais de 5 mil euros. Deixamos a informação que, no final do corrente mês, vai ser afixado a "folha" mensal de um estivador de Aveiro. Ficamos na dúvida sobre o que este senhor andou por ali a fazer tantos anos. Estamos rodeados de gente capaz de resolver qualquer problema... Podem assistir ao vídeo da Sic noticias a partir do minuto 7. O senhor Ângelo Correia, diz que assinou??? Vejam a "nossa" folha de fim de mês....Senhor Ângelo...???  Diga o que realmente sabe. Agradecemos.

"Governo quer provocar o despedimento de metade dos trabalhadores portuários"

Vítor Dias, presidente do sindicato dos Estivadores do Centro e Sul de Portugal disse ao Expresso que a proposta de Lei de alteração do Regime Jurídico do Trabalho Portuário irá originar o despedimento de 50% dos trabalhadores dos portos.
A greve em alguns dos portos nacionais irá continuar, apesar de estar agendada para hoje uma reunião entre representantes do Governo e dos trabalhadores portuários para tentar chegar a um acordo.
Mas, para Vítor Dias, presidente do sindicato dos Estivadores do Centro e Sul de Portugal, as medidas preconizadas pelo Governo na proposta de Lei do Regime Jurídico do Trabalho Portuário - que está na origem desta jornada de luta - têm como únicos objectivos, "restringir drasticamente o âmbito de intervenção profissional e ocupacional dos trabalhadores portuários e desregular, desqualificar e precarizar a actividade portuária, e cujos efeitos e consequências se mostrarão nefastos para a competitividade e eficiência dos portos". O dirigente sindical nota ainda que o Governo pretende com esta proposta, "excluir os trabalhadores portuários de parte dos serviços/funções que actualmente executam e que desde sempre executaram".

Carga Geral

Navio Celtic Voyager que carregou parte da carga em porão no dia 23 de Outubro no terminal sul, tendo como empresa operadora a Socarpor, vai para Bromborough na Inglaterra. Deixo as fotos para poderem ver como se efectua a carga em Aveiro. A perfeição só se atinge através  da prática constante.








23 de outubro de 2012

Greve nos portos: IPTM refuta argumentos utilizados pelos sindicatos

O Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) emitiu um comunicado onde considera "uma irresponsabilidade" as sucessivas greves levadas a cabo em alguns dos principais portos nacionais, refutando os argumentos que têm sido utilizados por parte das organizações sindicais.
"As repetidas acusações de falta de diálogo e de que o novo regime laboral portuário porá em causa 40% dos postos de trabalho são totalmente destituídas de fundamento mas têm servido de base a uma irresponsável paralisação que, embora não cobrindo a generalidade do território nacional, está a pôr em causa seriamente as exportações portuguesas, tão importantes para a vida económica do país", refere o IPTM.
Relativamente à representatividade dos sindicatos que assinaram o acordo com o Governo, o IPTM também contraria os números avançados pelas organizações sindicais em protesto, referindo que o documento "foi subscrito por organizações sindicais de grande expressividade representativas dos trabalhadores portuários (UGT, Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários e sete sindicatos) e pelas principais associações patronais com interesse no setor portuário".

Greve Estivadores


O Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal, o Sindicato dos Trabalhadores do Porto de Aveiro, o SINDICATO XXI - Associação Sindical dos Trabalhadores Administrativos, Técnicos e Operadores dos Terminais de Carga Contentorizada do Porto de Sines e o SEPTIVA - Sindicato dos Estivadores, Conferentes e Tráfego do Porto do Caniçal, em nome e em representação dos trabalhadores portuários integrados no respectivo âmbito estatuário, que exercem a sua actividade profissional na área dos Portos de LISBOA, de AVEIRO, da FIGUEIRA da FOZ, de SETÚBAL, de SINES e da R. A. da MADEIRA emitiram um pré aviso de greve.
Para o porto de Aveiro  a greve será de 07 a 09 de Novembro ás horas extraordinárias. (Das 17h00 até ás 08h00 do dia seguinte) e nos dias 10; 11; 12, 13 todos os períodos, e terminará ás 08h00 do dia 14.
Os trabalhadores dos portos de Lisboa, Aveiro, Figueira da Foz, Setúbal e Sines, durante todo e qualquer período situado entre as 08.00 horas do dia 07 de Novembro e as 08.00 horas do dia 14 do mesmo mês, abster-se-ão de prestar quaisquer funções ou serviços que tenham por objecto a movimentação de cargas que, por via marítima, provenham do porto de Leixões ou que se destinem a esse porto.
Fica Aqui o pé aviso

22 de outubro de 2012

Novo "aparato" para engatar pasta

O novo "aparato" que foi testado pela empresa de estiva Socarpor esteve hoje ao serviço por algumas horas. Este tipo de engate permite elevar cerca de 16 toneladas de pasta de cada vez. No entanto com a média de toneladas hora, que é conseguida pelos trabalhadores e manobradores, exige que o transporte rodoviário deste tipo de carga seja reforçado. Abaixo as fotos que mostram as primeiras horas de trabalho deste equipamento.




Governo reúne com estivadores e operadores portuários

Com as greves dos trabalhadores portuários a prolongarem-se por Novembro e cada vez mais pressionado pelas associações empresariais, o Governo vai reunir com representantes das administrações, dos operadores portuários e dos sindicados.
O objectivo primeiro do encontro é redefinir os serviços mínimos a que os trabalhadores estão obrigados na vigência dos períodos de greve. O Executivo entende que as regras actuais, fixadas já em 2004, estão desajustadas da realidade actual da actividade.
Os portos de Lisboa e Setúbal, os mais afectados pelas paralisações, estão a trabalhar a cerca de 50% da sua capacidade, consequência das greves parciais. Do lado das associações empresariais, sucedem-se os anúncios dos prejuízos daí decorrentes, quer para os portos e respectivas comunidades portuárias, quer para os carregadores, sobretudo os exportadores.
A requisição civil dos trabalhadores portuários já foi por diversas vezes aventada, mas o Governo tem-se recusado a aplicá-la.
A redefinição dos serviços mínimos surge assim como uma tentativa de conter os efeitos negativos das greves. Resta saber se os sindicatos estarão receptivos a mudar as regras.
No limite (optimista), o encontro anunciado poderá lançar as bases para uma solução do conflito. Será esta a primeira vez que estivadores, operadores portuários e Governo se centrarão frente a frente desde o início desta vaga de greves, motivada pela decisão do Executivo de mexer no regime jurídico do trabalho portuário.