30 de agosto de 2012

Governo disposto a ceder na lei laboral dos portos desde que custos desçam

O Governo está disposto a ceder em algumas das propostas para a alteração da lei laboral dos portos, desde que seja possível reduzir os custos para as empresas exportadoras que usam as infra-estruturas, segundo apurou o Negócios junto de fonte próxima do processo.

LEIA A NOTÍCIA AQUI

fonte: portosdeportugal

29 de agosto de 2012

SEMINÁRIO IBÉRICO «ESTRATÉGIA LOGÍSTICA PARA A REGIÃO CENTRO E CASTELA E LEÃO»

Já se encontra disponível, no Canal do Porto de Aveiro no Youtube, a segunda série de vídeos do seminário ibérico «Estratégia Logística para a Região Centro e Castela e Leão».
O seminário decorreu no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz. Organizado pelo "Projecto de cooperação transfronteiriço Portugal-Espanha ‘Logística Cencyl”, teve como parceiros, do lado português, o Porto de Aveiro, as Câmaras Municipais da Figueira da Foz e da Guarda e, do lado espanhol, o Ayuntamento de Salamanca e a Associação Cylog.
O objectivo global do projecto passa pela promoção do desenvolvimento logístico do corredor E-80, através de um aumento da integração das principais infraestruturas logísticas e de transportes fixadas na região Centro de Portugal e na região de Castela e Leão (representadas pelas entidades parceiras do projecto), e de um reforço da sua notoriedade internacional relativamente a outras infraestruturas de outros corredores.
Esta foi uma das acções promocionais do “Logística Cencyl”, iniciativa a cargo dos parceiros portugueses. Tem como objetivo primacial apresentar as conclusões do primeiro relatório e ainda a partilha e apreciação de modelos de negócio de sucesso de gestão de plataformas logísticas ibéricas.
Veja os vídeos
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Os vídeos da sessão de abertura e do primeiro painel encontram-se disponíveis aqui.
CONSULTE O PROGRAMA
VEJA UMA GALERIA DE FOTOS DO SEMINÁRIO
portosdeportugal

28 de agosto de 2012

Sindicatos europeus decidem em setembro boicote aos portos portugueses ( Brasil )

A greve dos trabalhadores portuários teve adesão de quase 100% e contou com a solidariedade do International Dockworkers Council (sindicato mundial de estivadores), de sindicatos de trabalhadores franceses, espanhóis e gregos. Os trabalhadores portuários lutam contra a revisão do regime jurídico, que pode deixar sem trabalho cerca de metade dos trabalhadores.
Em declarações à agência Lusa, Vítor Dias, vice-presidente da Confederação dos Sindicatos Marítimos e Portuários (Fesmarpor), fez um balanço muito positivo da paralisação de 24 horas, que acabou às 8h desta quarta feira. Vítor Dias afirmou ter informações de que apenas “quatro trabalhadores num porto e um noutro não fizeram greve”. “Num universo de 700 trabalhadores, é muito pouco. É praticamente 100%”, salientou.
No plenário de trabalhadores dos portos portugueses, estiveram presentes, segundo Vítor Dias, representantes do International Dockworkers Council (sindicato mundial de estivadores) e de sindicatos de trabalhadores franceses e espanhóis. O dirigente da Fesmarpor referiu à Lusa também as “paragens simbólicas, pontuais” em portos suecos e dinamarqueses, bem como as demonstrações de “solidariedade” de congéneres brasileiros e argentinos. E sublinhou que “os trabalhadores portuários e marítimos portugueses e internacionais estão cada vez mais unidos na defesa dos princípios do trabalho portuário com dignidade, contra a precarização e liberalização deste setor de atividade”.
Durante a greve, delegações sindicais espanholas e francesas estiveram em Sines para demonstrar, “de viva voz, toda a sua solidariedade com a luta dos trabalhadores portuários e marítimos portugueses”, refere Vítor Dias. Os sindicatos dos trabalhadores portuários e marítimos europeus poderão decidir um “boicote” a navios cuja origem ou destino seja Portugal numa reunião marcada para 12 de setembro.

Estivadores cabo-verdianos estão em greve por tempo indeterminado

Os trabalhadores reivindicam um aumento de 70 a 100 porcento dos subsídios de férias e de Natal, assim como um aumento de cinco porcento dos valores a serem pagos para a descarga em regime de tonelada.
Praia - Os mais de 300 estivadores do Porto da Praia, na capital cabo-verdiana, entraram em greve esta segunda-feira por tempo indeterminado, para forçarem a direção da Empresa da Administração dos Portos de Cabo Verde (ENAPOR) a dar uma resposta positiva às suas reivindicações, noticia a Panapress.
O presidente do Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio e Serviços e Afins (SIACSA), Gilberto Lima, que diz representar a maioria dos estivadores,  explicou que esses trabalhadores reivindicam um aumento de 70 a 100 porcento dos subsídios de férias e de Natal, assim como um aumento de cinco porcento dos valores a serem pagos para a descarga em regime de tonelada.
Os estivadores exigem igualmente o aumento de subsídios de turno e a sua  afetação à carga e à descarga de todos os tipos de navios.
Para além das reivindicações apontadas, a direção da ENAPOR ainda não se pronunciou sobre o reajuste salarial para 2012.
Gilberto Lima garante que os estivadores só avançaram para esta greve porque as negociações com a ENAPOR para a satisfação das reivindicações da classe "fracassaram".
O presidente do SIACSA diz-se, entretanto, aberto a novas negociações com a administração do Porto da Praia, com a intermediação da Direção Geral do Trabalho (DGT), para se encontrar as soluções possíveis para satisfazer as reivindicações dos estivadores e evitar a continuidade da greve, que, segundo ele, poderá ter "efeitos desastrosos".
A direção da ENAPOR ainda não se pronunciou sobre a greve que deixa praticamente paralisado o porto que movimenta o maior volume de carga no arquipélago.
Sabe-se, no entanto, que os prejuízos resultantes desta nova paralisação serão bastante avultados, uma vez que a empresa deixa de arrecadar receitas diárias na ordem dos 10 mil contos cabo-verdianos (cerca de 100 mil euros).

24 de agosto de 2012

Carga de toros de eucalipto

Nas fotos baixo publicadas, podemos ver o decorrer de uma carga de toros realizada no terminal sul do porto de Aveiro. Mostramos também que o perigo está sempre à espreita, pois como se pode verificar na foto, as cintas de aço de um atado partiram podendo provocar algum tipo de ferimento grave em algum trabalhador.




23 de agosto de 2012

Estamos a governar a globalização, ou a globalização é que nos governa?

PEPE MUJICA - O PRESIDENTE MAIS POBRE (E HONESTO) DO MUNDO. ( URUGUAI )

                              

22 de agosto de 2012

A costa portuguesa é extensa relativamente ao seu tamanho (1230km em Portugal continental, 667 km nos Açores e 250 km na Madeira) e Portugal possui uma das maiores zonas económicas exclusivas (ZEE) da Europa, cobrindo cerca de 1 926 000 km2. O valor económico das atividades ligadas ao mar consideradas na economia portuguesa é atualmente de cerca de 5% do PIB nacional e emprega diretamente cerca de 75 milhares de pessoas. Paralelamente, a posição geoestratégica do nosso país confere-lhe uma situação privilegiada em relação ao mar da EU, e central relativamente às relações que se podem desenvolver com os países Africanos e Americanos do Sul.
Em paralelo, segunda superfície marítima mundial, a França, que conta 18 000 kms de costas e centenas de milhares de apaixonados, é desde e há séculos uma grande Nação marítima. O peso da França marítima é de 305 000 empregos, e 52,1 mil milhões de euros de valor de produção. É também o único país que está presente em todos os oceanos.

Carga de malha sol e cordão de aço

Carga foi realizada no terminal norte do porto de Aveiro, com malha sol e cordão de tensão. Abaixo as fotos possíveis.





Primeiro acordo colectivo de estivadores colombianos

Depois de mais de duas décadas de luta contra a repressão no trabalho, os estivadores da Colômbia têm finalmente concluída a negociação colectiva pela primeira vez com o seu empregador.
Os trabalhadores portuários, membros da ITF Sindicato Nacional de Trabajadores del Transporte (SNTT), chegaram a um acordo em 02 de agosto com o Terminal Marítimo Muelles el Bosque em Cartagena de Indias. Os trabalhadores não tinham sido autorizados a negociação colectiva  cerca de 20 anos, desde o governo de César Gaviria começou a implementar um programa para privatizar portos da Colômbia. Os sindicatos não foram autorizados a operar e os trabalhadores sofreram as consequências da utilização de mão de obra terceirizada e do estabelecimento do empregador lideradas cooperativas, que, na prática, eram empresas de fornecimento de trabalho. No entanto, apoiado pelo sindicato centro Central Unitária de Trabalhadores da Colômbia e da ITF, os estivadores, que tinham estabelecido sua própria união, viram terminar esses ataques anti-sindicais e a união posteriormente se fundiu com o SNTT. Logo, um conjunto de reivindicações foi apresentado ao empregador porto, e do conselho executivo SNTT e gestão de empresas assinaram o acordo de negociação coletiva. O acordo prevê aos trabalhadores,  aumentos salariais, férias anuais, um fundo de habitação e educação dos filhos dos trabalhadores, bem como outros benefícios.

Esteban Barboza, secretário-geral SNTT, comentou: "Depois de 20 anos de luta, conseguimos um evento histórico, que vai beneficiar trabalhadores e de suas famílias e dar-lhes qualidade de vida.Vamos continuar a trabalhar para encorajar todos os estivadores a se organizarem em todos os portos da Colômbia para acabar com a força de trabalho é quase condições semelhantes à escravidão. "

Terminal Maritimo Muelles el Bosque opera dois portos, um na Baía de Cartagena das Índias e outro em Buenaventura. A empresa é a fusão com a Argos Group, um conglomerado de destaque colombiano.

21 de agosto de 2012

Vídeo ( documentário ) espanhol - "365 dias, 24 horas"

Muito interessante sobre a profissão de Trabalhador Portuário.


Descarga de cevada no terminal de granéis Sólidos

O vídeo mostra a grua a fazer uma descarga de cevada no TGS. Navio este que vinha dividido em três, coisa que só atrasa as operações. Abaixo o vídeo desta operação.
                                           

18 de agosto de 2012

Calma companheiro

"  A Confederação Sindical Espanhola enviou uma carta ao Governo português em que ameaça estender a greve dos estivadores portugueses a toda a Europa. O presidente do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, João Carvalho, não se mostra preocupado e diz que se trata apenas de uma manifestação de solidariedade."
Se é uma carta que não tem importância nenhuma, não precisa gaguejar tanto...é tudo uma questão de nos pôr à prova.



COMUNICAÇÃO À IMPRENSA GREVE NOS PORTOS

A Frente Comum Sindical Marítimo-Portuária, vem através desta comunicação efectuar um balanço sobre a jornada de luta e de protesto, efectuada pelos trabalhadores portuários e marítimos portugueses, contra o projecto de lei de alteração do Regime Jurídico do Trabalho Portuário que o governo se prepara para fazer aprovar. A greve que teve o início às 00.00 horas de dia 14 de agosto e terminou às 08.00 horas de dia 15 de agosto, saldou-se numa jornada impar de luta, de solidariedade e de protesto tendo registado uma adesão massiva (cerca de 99%) dos trabalhadores portuários e marítimos, filiados nos sindicatos subscritores do pré-aviso de greve. Essa adesão de trabalhadores portuários dos portos de Viana do Castelo, Aveiro; Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal, Sines, Algarve e Caniçal-Madeira, e dos trabalhadores da pilotagem de barra de todos os portos nacionais, resultou na prática, na quase total paralisação de todos os portos portugueses, do continente e regiões autónomas. Estiveram pois paralisados os portos de Viana do Castelo, Leixões, Aveiro; Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal, Sines, Algarve e Caniçal-Madeira e Açores...

A Frente Comum Sindical alerta o Governo para que este tenha em atenção a enorme e massiva manifestação dos trabalhadores do sector e a predisposição dos mesmos para continuar a lutar contra a liberalização e precarização dos portos.

Pasta de papel

Carga de pasta de papel realizada no terminal sul do porto de Aveiro.Nas fotos pode-se verificar, que podemos armazenar pasta, ou carregar directamente dos camiões.




CNE - AVEIRO

O cimento a granel de volta ao porto de Aveiro. No caso com a nova CNE - AVEIRO . CIMENTOS sa. 
As fotos mostram o primeiro navio desta nova empresa que "retomou" o serviço no nosso porto.




17 de agosto de 2012

Trabalhadores portuários apresentam cartão amarelo ao Governo


No plenário de trabalhadores dos portos portugueses,que se realizou em Sines no dia 14 de agosto, ,alem das delegações portuguesas,estiveram presentes representantes do International Dockworkers Council (sindicato mundial de estivadores) e de sindicatos de trabalhadores franceses e espanhóis. As paragens simbólicas, pontuais em portos suecos e dinamarqueses, bem como as demonstrações de solidariedade de congéneres brasileiros e argentinos foram bem recebidas por todos os trabalhadores portuários e marítimos portugueses. Os trabalhadores portuários e marítimos portugueses e internacionais estão cada vez mais unidos na defesa dos princípios do trabalho portuário com dignidade, contra a precarização e liberalização deste setor de atividade.

Para quem estiver interessado em ler as cartas de solidariedade com os trabalhadores portuários e marítimos portugueses enviada pela União Internacional de Sindicatos de Trabalhadores dos Transportes  Federação Sindical Mundial e pela Federação Europeia dos Trabalhadores dos transportes.
Todos já perceberam que o governo está a fazer uma grande asneira , penso que até o governo já se apercebeu disso só que para estes Srs viver sem problemas é impossível...
Trabalhadores portuários estão unidos e empenhados em vencer esta luta.

16 de agosto de 2012

Plataforma Logística de Leixões pode arrancar

A APDL – Administração dos Portos do Douro e Leixões vai iniciar em breve as obras de construção do pólo 1 da futura Plataforma Logística de Leixões. O Tribunal de Contas autorizou a adjudicação da empreitada pelo valor de 10,5 milhões de euros à empresa Gabriel Couto. A APDL lançou ainda o Concurso para a Empreitada de Construção de duas naves logísticas, totalizando 20.000 m2 de área coberta, no Pólo 2, tendo como preço-base 11,5 milhões de euros.
Por falta de espaço disponível, a Plataforma Logística de Leixões obedecerá a um modelo polinucleado e irá ficar localizada junto ao porto de Leixões, com acesso através da VILPL (Via Interior de Ligação ao Porto de Leixões). Ocupando uma área total de 60 hectares ficará distribuída por dois pólos: o Pólo 1, adjacente aos silos agro-alimentares do porto de Leixões próximo da área portuária, proporcionará uma localização privilegiada para atividades portuárias de segunda linha (armazenagem e des/consolidação de cargas); o Pólo 2, junto ao nó com a Via Regional Interior (VRI), constituirá uma plataforma excelente quer para tráfegos portuários, quer para as atividades logísticas de apoio ao consumo na Área Metropolitana do Porto. Pela sua relevância económica, o projeto da Plataforma Logística de Leixões é apoiado pelo Banco Europeu de Investimento, no que diz respeito ao Pólo 1, e os acessos aos dois pólos conta com a comparticipação do POVT – Programa Operacional de Valorização do Território.

15 de agosto de 2012

E já vai a caminho dos Açores

Trabalho em dia de feriado, foi realizado no TGS, onde foi carregada a tremonha ecológica   com destino aos Açores. Abaixo as fotos da carga no navio Corvo.




O Açorianismo vivido na Graciosa


Cheguei ontem (6-8-2012) a esta Ilha da Graciosa,  gracinha de terra rodeada de água por todos os lados, como todas as lindas ilhas deste Arquipélago dos Açores. Qual é a ilha que tem mais encanto? Elas são nove, já conheço sete, falta-me conhecer o Corvo e as Flores, esta última eleita por muitos como a mais bela. Contudo, temos que valorizar a beleza de cada uma e não compará-las.
         Agora estou na «Ilha Branca», assim chamada porque os Graciosenses escolheram a cor branca, noutro tempo, basicamente a cal, para pintar as suas casas. As mais antigas não possuem reboco: são da cor do basalto, casas modestas e já velhas, construídas pedra-a-pedra, quando todos os pobres andavam descalços.
         O Sr. José Luís Quadros, o meu taxista de serviço foi um excelente cicerone. Contou-me, logo que iniciámos o percurso pelo lado Norte da Ilha, que os habitantes mais antigos sofriam escassez de água potável, sobretudo quando não chovia e consta que houve um tempo de seca, em que a água era um bem muito procurado porque não havia em todos os lugares da Ilha. Dirigiam-se à Caldeira e por cordas desciam até à Furna de Enxofre, encontrando um pequeno lago de água fresca. Negava-se um copo de água numa casa onde sua gente tinha as pipas cheias de vinho. Será que aqueles antepassados levavam o vinho para a Terceira e S. Jorge e lá faziam a troca por agasalhos e bens alimentares? Parece que assim era entre o Faial e o Pico: tu dás-me o vinho que eu dou-te broa de milho.