20 de março de 2012

REUNIÃO DA FIMOP - A AGEPOR É NOSSA AMIGA

Conforme definido na reunião anterior realizada no Porto de Leixões, realizou-se no passado dia 10 do corrente mais uma reunião da Fimop, desta vez no porto de La Coruña.
A mesma contou com as seguintes presenças:
A.G.E.P.O.R. – João Valdemar;
A.E.E.P.A. – José M. Correia Luiz, José M. Lourenço Lopes;
A.N.E.S.C.O. – Carlos Larrañaga, Jose Manuel Manrique, Julio Carrasco e Javier Exposito Paradela;
A.N.E.S.U.L. – Manuel Carriço dos Santos;
A.O.P.P.D.L. – Dr. Jaime Vieira dos Santos, Dr. Alcino Oliveira, Dr. João Valença.  ( informação disponível no site da agepor )
Esta reunião teve a seguinte ordem de trabalhos:
1.       Aprovação da Acta da Reunião Anterior;
2.       Proposta de Directiva Europeia sobre concessões;
3.       Pacote Portuário 2013;
4.       Mão-de-obra portuária: estudo / questionário da Comissão Europeia;
5.       Consignatários:
       5.1. Reclamações;
       5.2. Revisão do Código de Cargas a Granel da OMI;
       5.3. Regras de Roterdão: ponto da situação.
6.       Mão-de-obra em Portugal.
Os representantes associativos foram recebidos na sede da Autoridade Portuária o porto de La Coruña pelo seu presidente D. Enrique Losada, que apresentou as boas vindas e se congratulou pelo facto desta reunião se realizar no seu porto.
Entrou-se depois na ordem dos trabalhos, sendo aprovada e assinada a acta da reunião anterior.
Da discussão dos pontos seguintes, registei como mais importantes os seguintes registos:
1. Proposta de Directiva Europeia sobre concessões: Decorrem neste momento grandes discussões por entendimentos distintos entre a comissão e o parlamento europeu.
De qualquer maneira, pensa-se que a tendência é para que os prazos máximos das concessões se venham a situar nos 35 anos.
Sente-se que estas entidades são mais influenciáveis pelos lobbys dos carregadores e dos armadores, não tendo peso significativo as representações das empresas ligadas ao sector portuário.
Falou-se também um pouco do que se está a passar em Portugal, referindo o Dr. Vieira dos Santos que em Leixões se está a negociar um novo CCT em que se procurará garantir todas as regalias aos trabalhadores históricos, recebendo as empresas em troca condições bem  menos penalizadoras a garantir aos novos trabalhadores. Tentam assim antecipar-se à nova legislação, que foi indevidamente apresentada pelo Secretário de Estado português como modelo e piloto a nível europeu.
Referiram os colegas espanhóis que situações semelhantes já aconteceram em Espanha, com maior significado em 2003, e foram sempre extremamente prejudiciais para as empresas e para o sector.
Falou-se também na questão da hipótese de em Portugal poder vir a haver uma única Autoridade Portuária, centralizada possivelmente em Lisboa e com um representante em cada porto, a exemplo um pouco do que se passa em Espanha com os Puertos del Estado.
Segundo os representantes da Anesco, isto representaria o dobro dos custos e metade da eficiência, com prejuízo flagrante para os portos com maiores rentabilidades e o favorecimento dos menos produtivos.
2. Pacote Portuário 2013: Segundo a Anesco, pretende-se alterar a legislação portuária evocando a necessidade de tornar os portos mais eficientes mas, em boa verdade, não pode ser esta a questão dado que os portos estão hoje substancialmente mais eficazes, principalmente depois das concessões. As alterações devem ser feitas para terminar com a mentalidade do trabalhador portuário que, sabendo do seu poder, extravasa o seu âmbito de intervenção, interferindo na organização e direcção das empresas, de uma forma absolutamente inaceitável.
A regra em Espanha é fazerem-se Acordos Marco a nível nacional que depois são adaptados localmente às especificações de cada porto.
3. Mão-de-obra portuária: estudo / questionário da Comissão Europeia: A Comissão europeia enviou aos diversos países um questionário sobre o sector portuário com 40 perguntas. Segundo os representantes da Anesco, as mesmas revelam um confrangedor desconhecimento do sector, por parte de quem as escalonou.
4. Consignatários:
       4.1.Reclamações;
       4.2.Revisão do Código de Cargas a Granel da OMI;
       4.3. Regras de Roterdão: ponto da situação.
Falou-se um pouco de questões dos agentes de navegação, seguros de responsabilidade civil por erros dos seus funcionários, revisão do código de cargas a granel, com maior trabalho para as agências, etc.
5. Mão-de-obra em Portugal: Coube à AEEPA falar sobre a questão que se está a viver em Aveiro, as razões da mesma a as dificuldades que estamos a viver. Foram muito questionados pelos colegas da Anesco que mostraram grande curiosidade relativamente ao assunto.
Também lhes apresentaram toda a solidariedade e os votos que tenham sucesso, pelos reflexos que esta questão possa vir a ter em Espanha e mesmo em toda a Europa.
Foi também transmitido pelo representante da Anesco no porto de Barcelona, que a Autoridade Portuária deste porto, em face das dificuldades que as empresas estão a atravessar por quebra de movimentos, resolveu reduzir as taxas em 30 % para os contentores, 20 % para os granéis sólidos e 10 % na carga geral.
A próxima reunião deverá ser organizada pela AEEPA e ficou marcada para o próximo dia 8 de Junho.

Obras em andamento no molhe norte

Abaixo postado as fotos e o vídeo que mostram que o início das obras no molhe norte.


                                              

João Paulo 13


Depois de termos falado com o colega João Paulo ficámos contentes por este se encontrar a recuperar. Se tudo correr bem, quinta-feira pode ser transferido para Aveiro.
Muitos colegas têm tentado falar com ele, mas por indicação medica não é aconselhável, para não alterar o seu estado clínico. 
Pediu-nos para agradecer a preocupação de todos os colegas e que assim que possível dará mais noticias.

Se este blogue for visto por alguém do hospital de Coimbra, peço, que onde se encontrar este nosso colega não liguem as televisões na SIC depois das 20:45.

As melhoras João Paulo.

Governo quer aumentar competitividade dos portos portugueses

O Secretário de Estado dos Transportes, Obras Públicas e Comunicações, Sérgio Monteiro, afirmou hoje (19-03-2012) em Setúbal que o governo pretende aumentar a competitividade dos portos portugueses através da revisão do regime de trabalho portuário e da remuneração das concessões. "Quero sublinhar a vontade do governo de reduzir a fatura portuária, não só com a revisão do regime do trabalho portuário - que é uma obrigação inscrita no memorando de entendimento -, em, diálogo com as organizações representativas dos trabalhadores, mas também através das administrações portuárias e do esquema de remuneração das concessões", disse. "Procuraremos dar o sinal desse acréscimo de competitividade e redução de custos, que queremos passar para benefício da economia e criação de postos de trabalho", acrescentou.

Sérgio Monteiro falava aos jornalistas durante a cerimónia de inauguração do novo navio graneleiro Témara, de 53 mil toneladas, adquirido pela Cimpor.

Vídeo "Talento" de colega do Porto de Santos

Fica mais um vídeo de um colega do porto de santos. Este vídeo foi-nos enviado por Max Pedro.


Vídeo em resposta a Talentos no porto de aveiro.

E a resposta ao vídeo dos novos talentos no porto de Aveiro, já foi dada pelos nossos camaradas brasileiros. Este é o vídeo que foi publicado no youtube em reposta ao nosso vídeo, também outro grande talento brasileiro. Assistam ao vídeo.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              

19 de março de 2012

Portos de Cabo Verde com Janela Única Portuária


A ENAPOR – Portos de Cabo Verde vai implementar o sistema Janela Única Portuária (JUPII). O projecto, recentemente lançado nas instalações da ENAPOR Mindelo, tem um período estimado de implementação de 10 meses. Segundo comunicado de imprensa da Indra, empresa responsável pela implementação, a JUPII é um sistema de gestão portuária, não apenas para o controlo de todas as operações do porto, mas a partir do qual se integram toda a comunidade de agentes, Autoridade Aduaneira, Autoridade Marítima, Sanitária, Controlo de Estrangeiros e Fronteiras, Concessionários, entre outros. Os objectivos da implementação passam por conseguir um porto 100% sem papel, com menor complexidade na troca de informação, simplificação processual e administrativa, aumento da eficiência do transporte de mercadorias e despachos, e um aumento do controlo e fiscalização das mercadorias. Na base do projecto está o acordo de exploração da solução de Gestão Portuária JUPII assinado entre os Portos de Leixões, Lisboa e Sines, e a Indra em Portugal, homologado em 23 de Dezembro de 2010 pela Secretaria de Estado dos Transportes. O acordo de exploração desta solução entre a empresa e os portos mencionados traz, segundo o comunicado de imprensa, o conhecimento técnico e funcional que a empresa tem na área portuária e pelo conhecimento que as Administrações Portuárias portuguesas têm na implementação deste tipo de aplicações.

18 de março de 2012

João Paulo Vieira

Para quem ainda não sabe o nosso colega de trabalho João Paulo Vieira, não se encontra bem de saúde, foi vitima de um derrame cerebral. E como nestas alturas o melhor da nossa parte é não o preocupar com situações que lhe possam vir a piorar a sua situação clínica, deixamos aqui no nosso blogue, os votos de rápidas melhoras e que volte o melhor possível. Podemos adiantar, que tanto quanto se sabe, o João encontra-se estável.

Navio ″Metsaborg″ (fotos de João Castanheiro)





Greve: terminal de contentores de Alcântara parado

O terminal de contentores de Alcântara está parado e dois navios de cruzeiro não puderam entrar em Lisboa, devido à greve às horas extraordinárias dos trabalhadores das administrações portuárias.
Os trabalhadores que não conseguiram ainda ser recebidos pela tutela não querem ser abrangidos pelos cortes nas horas extraordinárias decretados para a função pública.
O dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações portuárias, Fernando Oliveira, diz que o governo não pensou na especificidade deste trabalho quando fez o Orçamento de Estado.
Esta greve afeta vários portos do país, sobretudo o porto de Lisboa, conforme confessou à TSF o director executivo da AGEPOR, Associação dos Agentes de Navegação de Portugal.
«Neste momento, não conseguem entrar navios em Lisboa nem tão-pouco sair porque não há pessoal nas lanchas para dar entrada aos navios», afirmou António Belmar da Costa.
Fonte: tsf

Grãos: greve nos portos argentinos entra no 8º dia

Buenos Aires, 09 - O sindicato de trabalhadores portuários suspendeu as operações no centro de exportação de grãos de Rosário, na Argentina, interrompendo o carregamento de mais de US$ 400 milhões de bens agrícolas, informou nesta sexta-feira a câmara de portos privados (CPPC).A greve entrou no seu oitavo dia e deixou 85 embarcações à deriva, aguardando para atracar ou zarpar, acrescentou a entidade em um comunicado divulgado em conjunto com a Câmara de Exportação de Cereais (CEC) e a Câmara de Exportação de Óleos Vegetais (Ciara).Até agora, os exportadores sofreram prejuízos de cerca de US$ 5 milhões devido à paralisação, segundo as câmaras. O sindicato dos trabalhadores das docas tem se recusado a trabalhar há mais de uma semana para protestar contra a insuficiência de funcionários no complexo portuário de Rosário, onde a maior parte dos grãos são carregados e embarcados.As colheitas de milho e soja estão apenas começando, exercendo pressão adicional sobre os exportadores para chegarem a um acordo. A Argentina é o segundo principal exportador de milho do mundo, e o terceiro maior de soja. O país também lidera os embarques de óleo e farelo de soja. As informações são da Dow Jones.

"MOINHOS DE MARÉ DO OCIDENTE EUROPEU"

A exposição "Moinhos de Maré do Ocidente Europeu" está patente na Galeria da antiga Capitania do Porto de Aveiro - sede da Assembleia Municipal até ao dia 30 de março.
A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9.30 às 12.30 horas e das 14.00 às 18.00 horas.
“As marés têm sido utilizadas há séculos como fonte de energia. Em diversos locais abrigados do litoral atlântico europeu, foram edificados moinhos acionados pelo fluxo e refluxo da maré. Alguns exemplares chegaram aos nossos dias, por vezes ainda em funcionamento, e constituem hoje um exemplo das capacidades desenvolvidas pelo Homem para tirar proveito das forças naturais, respeitando o ecossistema em que se integra.”
Ecomuseu Municipal do Seixal
Para além de local central da cidade, a escolha da galeria para esta exposição relembra as próprias origens do edifício, cuja construção, no longínquo ano de 1406, se destinava a um moinho que moesse com as águas do mar.
A exposição foi coordenada pelo Ecomuseu Municipal do Seixal | Câmara Municipal do Seixal e integrou-se no projeto Moinhos de Maré do Ocidente Europeu: valorização do património cultural e natural como recurso de desenvolvimento [Programa Cultura 2000]. Composta por dezasseis painéis resultou da colaboração de mais de vinte instituições e investigadores de diversos países europeus. A implantação geográfica, as tipologias e modo de funcionamento, bem como a diversidade de utilizações e as estratégias de valorização patrimonial são os temas abordados. A informação é disponibilizada em português, espanhol, francês e inglês.

Iberian Link passa a escalar o porto de Aveiro

Desde terça-feira, o serviço Iberian Link, operado conjuntamente pela CP Carga e pela Renfe, serve também o porto e a região de Aveiro, com uma escala na plataforma de Cacia.
Na primeira escala foram carregadas dez UTI. A partir daqui, as saídas de Cacia acontecerão três vezes por semana, às terças, quintas e sextas-feiras. Os retornos
O Iberian Link é um serviço ibérico concebido para o transporte de contentores entre os principais portos portugueses (Aveiro era até agora o único a ficar de fora) e as plataformas espanholas de Madrid, Saragoça, Valência, Tarragona e Barcelona.
Transportar um TEU (ou equivalente) cheio, entre Aveiro e Madrid, ou vice-versa, custa 378,51 euros, e entre Aveiro e Barcelona o preço é de 432 euros, segundo a informação disponibilizada pela CP Carga.
O transit-time anunciado é de A-B nas ligações com Madrid e de A-C nas relações com os restantes centros.

17 de março de 2012

Novo CCT “liberaliza” o trabalho portuário em Leixões

Os concessionários do porto de Leixões e o sindicato dos trabalhadores portuários acordaram um novo Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) que, na prática, fixa o número de trabalhadores “históricos” e flexibiliza as novas contratações. Chegaram a bom porto as negociações entre os concessionários e os trabalhadores portuários de Leixões para a revisão do CCT. Os termos do novo acordo já estão fixados, faltando apenas rubricá-lo, o que deverá acontecer nos próximos dias, apurou o TRANSPORTES & NEGÓCIOS. Uma das principais inovações do acordo consiste na separação dos trabalhadores “históricos” dos novos contratados, sublinhou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS o presidente da Comunidade Portuária de Leixões. Ou seja, explicou Vieira dos Santos, os “históricos” manterão as condições contratuais vigentes, mas as futuras admissões já serão feitas em moldes diferentes, com maior flexibilidade. Em Leixões há 90 trabalhadores portuários “históricos” e 20 contratados a termo, que poderão tornar-se os primeiros a serem integrados nos quadros de acordo com as novas regras. Para o presidente da Comunidade Portuária, o novo CCT permite, assim, “ganhar flexibilidade” e “reduzir, no futuro, o custo do trabalho portuário”. As negociações, disse, foram “geralmente fáceis”, até porque, destacou Vieira dos Santos, “o novo CCT vem confirmar a prática de anos, em termos de flexibilidade”, que permitiu ao porto responder ao acréscimo de cargas e movimentos sem aumento de pessoal. “Mérito do sindicato”, sublinhou aquele dirigente. Numa altura em que a anunciada revisão da legislação do trabalho portuário continua a agitar o sector, Vieira dos Santos sustenta que o “caso” de Leixões “é um bom exemplo para ser visto e estudado pelo Governo”. O presidente da Comunidade Portuária de Leixões é um dos oradores do Seminário de Transporte Marítimo que o TRANSPORTES & NEGÓCIOS promove no Porto, na próxima quinta-feira, e os termos do novo acordo com os trabalhadores portuários será seguramente um dos temas a abordar.

15 de março de 2012

Mota-Engil factura 177 milhões na logística

No ano passado, os terminais portuários concessionados a empresas controladas pela Tertir movimentaram 796 mil contentores, contra os 716 mil registados em 2010. A área de logística do grupo Mota-Engil realizou, em 2011, um volume de negócios de 177 milhões de euros, mais 11% que os 159 milhões do exercício anterior, impulsionada essencialmente pelo aumento da movimentação de cargas nos portos e pelo incremento da actividade da Transitex. O EBITDA cresceu 23%, em termos homólogos, tendo atingido os 40 milhões de euros (32 milhões em 2010), com as margens operacionais a crescerem de 20,3% para 23,5%. Nesta área de negócio (que integra a subholding do Ambiente e Serviços do grupo Mota-Engil), o exercício de 2011 ficou ainda marcado pela concessão do terminal de contentores de Ferrol, na Galiza, a uma empresa detida a 100% pela TCL, concessionária do terminal de contentores de Leixões. 
Com este investimento, que deverá ficar operacional em meados do ano corrente, a Tertir reforçou a sua aposta na internacionalização, onde já contabiliza a concessão do porto de Paita, no Peru. Angola e Brasil são os próximos mercados-alvo já assumidos pelo grupo.
 Transportes & Negócios

CNE, Cimentos Nacionais e Estrangeiros, S.A.

A CNE, Cimentos Nacionais e Estrangeiros, S.A. situada em Setúbal é uma empresa do Grupo SLN Sociedade Lusa de Negócios, SGPS (ou seja, inclui capital do BPN). Esta empresa tem 52 trabalhadores na unidade industrial de Setúbal. Em Setembro de 2010 a empresa entrou num processo de insolvência. Foi escolhido o plano de viabilização apresentado pelo Grupo Caixa Geral de Depósitos. No dia 3 de Fevereiro de 2012 o tribunal nomeou o administrador de insolvência, enquanto o antigo administrador foi destituído. Os trabalhadores estão com salários em atraso, nomeadamente, 50% do subsídio de férias e 100% do subsídio de natal de 2011 e o salário referente ao mês de Janeiro de 2012. Aliás, há cerca de dois anos que os trabalhadores não recebem os salários antes do dia 10 e em alguns meses chegaram mesmo a receber no dia 16. E desde Dezembro de 2011 que a empresa anunciou o fim dos turnos, deixando de pagar o subsídio de turno, ainda que este conste do contrato dos trabalhadores. Os trabalhadores têm desenvolvido diversas ações de luta na defesa dos seus direitos.

14 de março de 2012

Bastidores do porto de Leixões

GREEN ISLAND

Carga de pacotão de cimento no terminal norte do porto de Aveiro, feito pela empresa de estiva AVEIPORT e com a agência de navegação Sana .




NRP Viana do Castelo no porto de Aveiro





Carta aberta aos estivadores selvagens

Caros estivadores selvagens, dirijo-me a vocês desta maneira porque trabalham na estiva mas, como em todos os casos, é possível que nem todos os estivadores tenham o vosso espírito rebelde. Chamo-vos selvagens no melhor sentido da palavra; para mim, selvagem é como rebelde, indomável, insubmisso. Do que conheço de vocês, colectivamente têm tido essa força.
Estou a escrever-vos porque quero dizer-vos algo, assim como quero que esse algo seja lido e reflectido por mais do que os receptores directos desta carta.
Estamos todos a ser encostados à parede: pela economia, pela burocracia, pela polícia, pela repetição sufocante de momentos que nos são impostos. Se há territórios como a Grécia onde a resposta tem colocado as instituições em cheque, em Portugal a verdade é que, salvo raras excepções, temos sido piegas. A resposta é tão branda, inócua e controlada que o filha da puta do Passos se dá ao luxo de gozar com ela. E o problema é que tem razão.
Ainda assim, aqui e ali vai surgindo algo, um fôlego que tenta encher-nos os pulmões: na resistência ao ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina, nos ataques às portagens, na interrupção das negociações entre sindicatos e patronato da TAP, nas repartições de finanças atacadas, no cerco ao hospital de Valpaços sob ameaça de enncerramento. Precisamos de tudo para fazer frente ao aperto estamos a sofrer – precisamos também de rejeitar as instituições que nos querem aproveitar. Por uma questão de dignidade.
É por isto que vos estou a escrever. Porque se mantêm, ao longo dos anos, fortes e rebeldes. Porque obrigam o sindicato a fazer o que vocês querem. Porque rejeitam a representação mediática. Porque desobedecem à CGTP e aos outros “representantes dos trabalhadores”. Porque são um ponto de referência para outras pessoas que não se revêem na política, nem na cedência, nem na delegação. E é por serem esse ponto de referência que tanto o serviço de ordem da CGTP como os paisanos da bófia, têm tanta preocupação em flanquear-vos nas manifestações. Para se assegurarem que não se protejem uns aos outros quando a polícia tenta identificar alguém, para vos isolarem do resto das pessoas, com medo de que as vossas palavras contagiem o protesto e o barulho dos petardos rebente os tímpanos da lei e da ordem.
Num território em que colectiva e publicamente somos fracos, vocês são um dos casos que inspiram outros e mostram que nem todos estamos mortos. Por isso vos peço que continuem assim, que não se deixem comprar por patrões nem manipular por burocratas sindicais. Que mantenham a vossa rebeldia e independência.
Que todo o espectro político perca a força de controlar quem sai à rua, que todos saibamos estar sem partidos nem sindicatos, uns com os outros, apoiando-nos contra quem nos quer ver miseráveis, presos ou domesticados. Que saibamos ganhar a nossa força, porque precisamos dela e precisamos de encontrar os momentos, colectivos e individuais, onde a aplicarmos e aumentarmos. Nas grandes manifestações ou nas pequenas acções. Que todos saibamos ser uma referência uns para os outros e alimentemos de alegria estes corações que líderes e burocratas querem ver parados.
Um dos que a 11 de Fevereiro preferiu ouvir os petardos do que os discursos.
Fonte: indymedia

13 de março de 2012

Terminal intermodal do porto de Aveiro vai custar 5,7 milhões

No final de 2013 o porto de Aveiro poderá ser escalado por navios até 200 metros de comprimento, e contará já com um terminal intermodal com um custo estimado de 5,7 milhões de euros.“O porto de Aveiro será em 2015 um dos mais dinâmicos e competitivos portos da faixa Atlântica da Península Ibérica no transporte de curta e média distância, e possuirá um amplo pólo de desenvolvimento logístico e industrial", refere Luís Cacho.Ainda de acordo com o presidente do conselho de administração do porto de Aveiro, “a componente que se encontra em fase mais avançada de execução é a construção do terminal intermodal, apontando-se, conforme o seu projecto técnico, para um montante de investimento estimado de 5,7 milhões de euros, verba que poderá ser comparticipada pelo Fundo de Coesão".
CARGO