15 de dezembro de 2011

E continuamos a trabalhar...

Mesmo com o pedido de insolvência a decorrer vamos fazendo aquilo que melhor sabemos, que é carregar e descarregar navios. Mais uma carga geral que foi feita hoje no terminal sul do porto de Aveiro.Abaixo as fotos que mostram a operação.





Sindicato dos Trabalhadores do Porto de Aveiro


14 de dezembro de 2011

Trabalhadores portuários anunciam sindicato único

“Hoje sou eu, amanhã és tu”. É sob este lema, variante do “Um por todos e todos por um”, que os trabalhadores portuários se propõem defender o seu estatuto laboral e os postos de trabalho em todos os portos do país.
À medida que se aproxima o fim do prazo (imposto pela “troika”) para mexer na legislação do trabalho portuário, cresce o clima de tensão nos portos. Do lado dos sindicatos, a opção clara é de cerrar fileiras entre todos os portos, fazendo com que aquilo que aconteça num tenha inevitavelmente repercussões nos outros.
Reunidos na Figueira da Foz, num Encontro Nacional de Trabalhadores Portuários, representantes dos sindicatos de Viana do Castelo, Aveiro, Lisboa, Sines – PSA e Madeira – Caniçal, e ainda trabalhadores dos portos de Leixões, Figueira da Foz, Setúbal e Sines, decidiram a “criação imediata de um sindicato único” de âmbito nacional.
E avisaram: “todos e quaisquer ataques das Associações Patronais e/ou Entidades Empregadoras (…) serão combatidos de igual forma em todos os portos”. Por outras palavras, e citando o exemplo do porto de Aveiro, e a alegada intenção de declarar insolvente a ETP local, “merecerá da parte dos trabalhadores portuários dos diversos portos nacionais a devida resposta”.

Gestor de insolvência‏ na ETP ( clicar aqui para aceder ao site )


FESTA DE NATAL‏ DAS CRIANÇAS


Sem comentários.... ( grupo ETE - operador no porto de Aveiro )

                                 

13 de dezembro de 2011

FESMARPOR realizou Encontro Nacional de Trabalhadores Portuários sob o lema "“Hoje sou eu, amanhã és tu”

Na passada quarta-feira, dia 7 de dezembro, a FESMARPOR - Confederação de Sindicatos Marítimos e Portuários realizou o Encontro Nacional de Trabalhadores Portuários, inserido na jornada de luta que esta desenvolveu nesse dia, em protesto para com a postura das Associações de Operadores dos portos de Aveiro e Lisboa.
No evento, realizado na Figueira da Foz, estiveram presentes trabalhadores portuários dos portos de Viana do Castelo, Leixões, Aveiro, Fig. da Foz, Lisboa, Setúbal, Sines e Caniçal - Madeira, assim como dirigentes sindicais dos Sindicatos de Viana do Castelo, Aveiro, Lisboa, Sines - PSA e Caniçal - Madeira.No encontro foram analisadas a política governamental para o setor portuário, e a situação laboral nos portos nacionais. Sobre estes, a FESMARPOR divulgou uma série de conclusões dos trabalhos:

Descarga de nefelina

Nas fotos podemos ver uma limpeza de um porão que trouxe nefelina a granel. Neste porão como se pode ver nas imagens, as cavernas são o que mais custa a limpar, como em quase todas as cargas a granel que se prendem nestes espaços.







Navio PRIWALL

Mais um navio de aglomerado de madeiras que esta a ser carregado no terminal norte do porto de Aveiro.Abaixo ficam as fotos que mostram a carga deste navio que esta a ser feita pela empresa de estiva AVEIPORT e tem como agência de navegação a Trana .




Indignados/EUA: Manifestantes bloquearam parcialmente as operações dos portos da costa oeste

Los Angeles, 13 dez (Lusa) - Grupos organizados de manifestantes bloquearam parcialmente na segunda-feira as operações dos portos da costa oeste dos Estados Unidos numa ação coordenada no âmbito do movimento dos "indignados".Os protestos afetaram principalmente os portos de Long Beach e Oakland, no estado da Califórnia, e de Portland, no Oregón.
Em Portland, centenas de pessoas impediram a circulação de veículos até aos terminais principais do porto.

12 de dezembro de 2011

PRÉ-AVISO DE GREVE TRABALHADORES PORTUÁRIOS PORTO DE AVEIRO

A ocupação de postos de trabalho portuário por parte de mão-de-obra estranha ao sector, em serviços e locais cujos postos de trabalho devam ser preenchidos por trabalhadores portuários, pretendendo assim, uma redução da área específica de intervenção dos trabalhadores portuários. Constituem razões determinantes da declaração da greve a existência de situações, por se revelarem consubstanciadoras da violação dos direitos de ocupação profissional da mão-de-obra portuária no porto de Aveiro, carecem de ser reconduzidas á respectiva normalidade.

Consulte os documentos clicando nos mesmos


Presidentes das Comunidades Portuárias preocupados com "alheamento do Governo"

Os presidentes das Comunidades Portuárias de Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal e Sines, reuniram-se esta semana em Lisboa e manifestaram a "mais profunda preocupação de todo o setor marítimo portuário" perante o que consideram ser "o total alheamento do Governo relativamente à perigosa situação de iminente rutura que os portos portugueses enfrentam" que coloca em risco "o estratégico objetivo da recuperação económica do País".
Após a reunião em Lisboa, os presidentes das Comunidades Portuárias dos principais portos nacionais divulgaram um comunicado com cinco pontos que seguidamente apresentamos:
"1. Os Presidentes das Comunidades Portuárias de Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal e Sines, reunidos esta semana, em Lisboa, decidiram manifestar, publicamente, a mais profunda preocupação de todo o setor marítimo portuário – e, certamente, das empresas exportadoras nacionais dele dependentes – perante aquilo que parece ser o total alheamento do Governo relativamente à perigosa situação de iminente rutura que os portos portugueses enfrentam, colocando assim em risco o estratégico objetivo da recuperação económica do País através do reforço das exportações, as quais são, em expressiva prevalência, concretizadas por via marítima.

A fábrica de baterias para carros eléctricos de Aveiro já não vai avançar

António Pereira-Joaquim, director de comunicação da Nissan Portugal, confirma ao Económico que "a administração da aliança Renault-Nissan concluiu que as quatro fábricas que estão em produção são suficientes para atingir os 1,5 milhões de carros em 2016". O responsável acrescenta que optou-se por suspender a unidade portuguesa e por manter as fábricas de baterias perto das que fabricam os carros. Foi por uma questão de localização geográfica".O grupo privilegiou as fábricas de baterias que estivessem junto de unidades de produção de automóveis eléctricos, como as do Reino Unido (Sunderland), Japão (Vama), Estados Unidos (Smyrna) e França (Slinns).A fábrica de baterias de iões de lítio para carros eléctricos que iam abastecer os veículos da aliança Renault Nissan foi um dos últimos investimentos estrangeiros anunciados pelo ex-primeiro-ministro José Sócrates.
A fábrica de baterias para carros eléctricos, que seria localizada em Cacia, Aveiro, representaria um investimento de 156 milhões de euros e a criação de 200 postos de trabalho. Esta unidade iria produzir 50 mil baterias de iões de lítio por ano, numa área de 20 mil metros quadrados, e forneceria o 'motor' para os carros eléctricos da aliança Renault-Nissan com uma autonomia de 160 quilómetros.

11 de dezembro de 2011

Portos: Governo vai ouvir comunidades portuárias

O Governo vai ouvir «todas as partes interessadas» nas alterações laborais ao trabalho portuário que constam do Memorando da 'troika', incluindo as comunidades portuárias, assegurou hoje à Lusa fonte oficial do Ministério da Economia. Os presidentes das comunidades portuárias de Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal e Sines querem ser ouvidos pelo Governo no processo de alterações ao quadro legal do trabalho portuário, receando que as mudanças originem protestos dos trabalhadores, que levem a uma situação de «rutura» nos portos. Belmar da Costa, dirigente da Comunidade Portuária de Lisboa, explicou à agência Lusa que «o que está em causa são os estivadores, que têm um regime laboral específico e poder para parar os portos».

Autor/fonte:

Comunidades portuárias alertam para possibilidade de protestos

Os presidentes de cinco comunidades portuárias querem ser ouvidos pelo Governo no processo de alterações ao quadro legal do trabalho portuário, receando que as mudanças originem protestos que levem a uma situação de "ruptura" nos portos.
Belmar da Costa, dirigente da Comunidade Portuária de Lisboa, explicou à agência Lusa que esta situação poderá decorrer das alterações ao quadro legal que rege o trabalho portuário, uma das medidas que consta do Memorando de Entendimento assinado entre o Governo e a 'troika' internacional."O que está em causa são os estivadores, que têm um regime laboral específico e poder para parar os portos", explicou o dirigente da Comunidade Portuária de Lisboa.Belmar da Costa disse que "Portugal será uma cobaia" nesta matéria e recordou que o Governo já tentou por duas vezes, sem sucesso, fazer alterações."Porque é que o Governo não fala com os presidentes das comunidades portuárias, que conhecem os estivadores. Porque é que o Governo não nos ouviu ou não nos ouve?", questionou.Os presidentes das comunidades portuárias de Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal e Sines já pediram duas vezes uma audiência aos ministros da Economia e do Ambiente, que tutelam o sector.

Autor/fonte:JN

10 de dezembro de 2011

Os contributos do financiamento comunitário no desenvolvimento do Porto de Aveiro


No fim deste documento que apresentamos ao clicar no link, lê-se o seguinte:
Visão 2015 “O Porto de Aveiro será um dos mais dinâmicos e competitivos portos da Faixa Atlântica da Península Ibérica no transporte de curta e média distância, e possuirá um amplo pólo de desenvolvimento logístico e industrial”

Clica neste link  para constatares que tudo está encaminhado para alguém a curto prazo, vir a ganhar muito dinheiro..

9 de dezembro de 2011

Música Homens da luta: "O Natal dos Estivadores"

                                     

Para refletir

Ficam aqui uns vídeos já publicados neste blogue algum tempo atrás, para mais do que nunca reflectirmos sobre eles. Mais do que nunca precisamos de UNIÃO, FORÇA, CORAGEM e SOLIDARIEDADE!

Precisamos de tudo isso para nos defendermos destes ataques ferozes deste touro, ... perdão desta Troika e dos seus "amigos". Já provámos anteriormente que somos capazes; Seremos de novo!



                                   

AMARGA REFLEXÃO


Os Trabalhadores Portuários de Aveiro, são uns lutadores. É preciso recuar e acompanhar a evolução deste nosso Porto, para entender a ingratidão que vai nas nossas entidades patronais.
    Depressa esqueceram que os Trabalhadores que agora querem "aniquilar", foram aqueles que tudo deram pelo crescimento do Porto de Aveiro. Tão bem como nós, sabem dos horários de trabalho que sempre estivemos expostos, sempre num contexto produtivo que serviu para que o porto crescesse. Nascemos aqui, perdemos a nossa juventude, não vimos os nossos filhos crescer, ao sol, á chuva, ao vento. Mesmo assim, éramos alegres e felizes.
     A alegria no Trabalho, é fundamental. Como fundamental é, sermos devidamente compensados pelo trabalho produzido. A memória de quem nos paga, é curta.
     Neste momento perdemos a alegria, mas reforçámos a amizade e solidariedade. É nestas amargas horas, onde as palavras custam a soltar-se, que sentimos o grande amor á profissão que um dia abraçámos. Lutaremos por ela até que se esgotem as nossas forças. Ninguém duvide.
   Sabemos bem qual a intenção adjacente a este “projecto de insolvência”, sim um projecto. Precariedade de emprego nos Portos, tão saborosa intenção. Era muito rapazola, mas nem nos tempos do antigo regime havia tamanha intencionalidade. Sejam francos meus senhores, digam aquilo que na verdade pretendem.
   No esconderijo do clima “Troikiano”, tudo é válido para atalhar caminho. As entidades governamentais até facilitam a vida.
   Todas as queixas por nós apresentadas, batem no muro, seja ele IPTM, seja ele APA, seja ele secretaria do estado. Não interessa avaliar de que lado está a RAZÃO. Já nem o Código do Trabalho se cumpre no sector Portuário, quanto mais os CCT’s. Tenham vergonha.
   SOMOS AMIGOS E SOLIDÁRIOS, LUTAREMOS ATÉ AO FIM.

   António Júlio
  Trab ETP 117

8 de dezembro de 2011

Cronica do "PADRE MIGUEL"


Volto aqui hoje ao fim de algum tempo, pois decidi escrever um pequeno texto, espero que sirva para reflectir-mos ou então como desabafo que seja, de alguém que procura apenas um pouco de paz e sossego.
Sou sincero nem sei por onde começar, aquilo que me assombra é de tal maneira triste e de uma desilusão pura.
Para quem me conhece e sabe um pouco da minha pequena história, nada do que se apresenta na nossa frente neste momento me causa nada mais que um desrespeito pela dignidade humana, pessoas sem qualquer ética e valor moral pela vida. Digo isto porque ultrapassei uma fragilidade na minha vida que se calhar para muitos seria o fim. Sim uma grande fragilidade que tem levado já alguns colegas nossos seja por que razões não tiveram a mesma sorte que eu. Consegui vencer um cancro, lutei pela vida e não deve haver neste mundo maior guerra, maior terror do que perdermos a vida. Esta capacidade está presente em todos nós, nos momentos mais difíceis conseguimos arranjar força onde nem pesamos que ela possa existir.
Agora fugindo um pouco ao que estava a escrever, temos de fazer como os americanos que tantos filmes já fizeram filmes sobre o fim do mundo, nesses momentos não interessa a religião, cultura de cada um, cor, politica, conseguem unir as forças de todos para combater e lutar pela vida por um mundo melhor.
Nós não sabemos o que o futuro nos reserva, mas uma coisa é certa depende também de nós procurarmos por ele e a maneira que temos é sermos unidos, justos uns com os outros e fieis aos nossos princípios.
Não vamos desistir assim como eu não desisti, vamos dar as mãos nesta quadra que se avizinha, podemos não ter os presentes todos de que gostaríamos mas temos a vida, os nossos amigos e família.
Que Deus nos abençoe a todos e um FELIZ NATAL PARA TODOS.
….PS…… para quem nos quer mal também, pois aos olhos de Deus somos todos iguais.

7 de dezembro de 2011

A união faz a força

Este é um ditado que nos incentiva a estar sempre unidos contra as adversidades muito complicadas. É essencial que todos reconheçam que o esforço das direcções dos sindicatos, serão uteis, mas também o contributo de cada um não é menos importante, já que desta forma se consegue uma ligação muito mais forte e todos se sentirão parte importante da nossa comunidade Portuária, e, portanto, a resolução do nosso futuro está nas mãos de cada um. A comunidade Portuária engloba vários Portos, actualmente com realidades diferentes, mas o simples facto de sermos trabalhadores portuários, leva-nos a ter mais coisas em comum que diferenças. A indiferença, a passividade, de alguns colegas deixa-me triste, estou convencido que conseguimos mais e melhor com a ajuda de todos. Hoje houve Greve à prestação de trabalho a partir das 00 horas, até às 08 horas do dia 08 de Dezembro de 2011 (Portos de Viana do Castelo, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal e do Caniçal- R:A. Madeira. As noticias que saíram na comunicação social foram poucas ou quase nulas, tirem daqui as conclusões.
Ontem escrevi:” O mundo é um livro, e quem fica sentado em casa lê somente uma página.” 

Hoje transcrevo parte de um poema de Ataíde Lemos:
 A vida é um livro
Que vamos escrevendo a cada momento
Escrevemos com sentimentos
Escrevemos com sorrisos, lágrimas
Escrevemos acompanhados, sozinhos
Escrevemos com a razão, com o coração.
A vida é um livro
Que escrevemos de detalhes em detalhes
Em pequenos atos
Em belos ou sombrios cenários.

O tempo são as páginas
Que vão se tornando capítulos
Em cada fim de ou inicio de estação.
Em cada novo encontro com o novo.

E assim, de momento em momento
Vamos completando o tempo
Deixando nossas histórias
Compostas através dos anos
De nossa existência.
Hoje escrevemos uma pagina importante do nosso livro